segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Sobre os Sonhos

imagem: Taiana Grando

                                                        imagem: Lagenee - 1724/1805
QUAL A IMPORTÂNCIA DOS SONHOS? Os gregos século VI a.C. buscavam nos santuários de ESCULÁPIO (deus da saúde) a cura através dos sonhos. Consultavam oráculos, induzindo sono através de poções mágicas, a técnica denominava-se "incubação dos sonhos". Outras culturas também recorriam aos sonhos na busca de diagnósticos, cura de doenças e problemas de alma (egípcios, japoneses, chineses, hebreus, mulçumanos). O profeta Maomé, sustentou que o Corão lhe fora revelado em sonhos. A Bíblia refere aproximadamente 600 sonhos proféticos. Hipócrates (460-377 a.C.), pai da medicina moderna, escreveu um tratado sobre os sonhos.
Experiências feitas com sonhos R.E.M - movimento rápido dos olhos (FISHER 1965), comprovaram que sonhar é necessidade neurofisiológica e sua privação acarreta danos mentais e físicos. Nos períodos R.E.M., ocorrem a ativação da área límbica do cérebro, que é a área relacionada com o funcionamento de impulsos e afetos.
Segundo PIAGET, os sonhos aparecem por volta de um a dois anos de idade, antes da linguagem estamos restritos à análise do comportamento. A criança pode falar durante o sono ou contá-lo imediatamente ao acordar. Alguns autores afirmam relatos de sonhos mais consistente a partir dos sete anos, onde a criança se torna o personagem principal. Os temas são variados desde animais que perseguem até bonecos com aparência deformada, está implícito o temor de isolamento, abandono, separação, agressão projetada ou de punição. Pesquisas realizadas por FOULKES com indivíduos sendo despertados durante o EEG (eletroencefalograma) descreveu sonhos de características variadas que não se reduzem na realização de desejos. Em seu conjunto, o sonho se apresenta sob uma forma relativamente realista, sem uma imaginação altamente disfarçada ou simbólica.
Para FREUD, o sonho é a “via régia” para o inconsciente, numa tentativa de resolver os desejos reprimidos. A mente humana opera em três níveis: ID, EGO e SUPEREGO. O método é etiológico e retrospectivo.
Para J
UNG, o sonho é a auto-representação espontânea e simbólica da situação atual do inconsciente. O método é teleológico (causa final) e prospectivo onde o sonho tem como enfoque o futuro imediato do sujeito.
Em complementação à Psicanálise de FREUD, JUNG afirma que subjacente ao EGO, SUPEREGO e ID, existe outra camada da consciência que foi denominada “Inconsciente Coletivo”. Para compreender e interpretar sonhos na concepção JUNGUIANA é necessário saber mais sobre INCONSCIENTE COLETIVO, MITOS e ARQUÉTIPOS. 

Bibliografia: AJURIAGUERRA, J., - Manual de Psiquiatria Infantil. Editora Atheneu.
FREUD, S., A Interpretação dos Sonhos. Edição comemorativa 100 anos. Editor Diversos, 2001.
JUNG, C.G., O Significado da Constituição e da Herança Para a Psicologia.
(Fatima Vieira - Psicóloga Clínica)

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