terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Ψ SINTOMA × SINTHOMA segundo Lacan

*SINTOMA - o Inconsciente, o que pode ser analisado. Expressão disfarçada de um desejo que corresponde a uma fantasia do inconsciente.
                                                            Simone Grecco
*No Seminário XXIII Lacan descreve o SINTHOMA como o que há de mais singular em cada indivíduo.

*SINTHOMA - é o resto irredutível; inanalisável real do SINTOMA ... Inclui em si um gozo, razão pela qual persiste mesmo sendo a origem do sofrimento ... aqui o sujeito encontrou algo impossível de ser dito, algo inefável ... vai ser necessário "tagarelar" para poder dizê-lo, para poder tocar o real (Freud - "associação livre").

*SINTHOMA - é um outro nome para esse inconsciente irredutível, na sua etimologia, ele é PURO SIGNO, o Signo tomado aqui como congruente ao Real (Lacan, 1977 in: L'insu que sait de L'une- bévue s'aile à mourre).

*Não desaparece nem quando é interpretado. Lacan ainda afirma que o final da Análise é o sujeito sair de braços dados com o seu SINTHOMA.

*Há que se viver com ele, sem padecer tanto. Ao querermos comprender bem demais, isso provoca desespero. Termino uma leitura sem desespero? Apenas com uma certa tensão? Será que compreendi em demasia? Lerei novamente para desesperar-me.

Oswaldo Guayasamin
*Nesta perspectiva, SINTHOMA é o que se pode apreender pelo que se revela de gozo, de um gozo distinto da linguagem.

*Segundo Lacan, o SINTOMA enquanto SINTHOMA é Real; "é mesmo a única coisa verdadeiramente real". (...) "eu reduzi o Sinthoma em um grau em que se encontra Enodado ao Inconsciente".

*O SINTHOMA ficou ficou entendido como algo que não corresponde à elocubração do Inconsciente.

*SINTHOMA não como uma formação do Inconsciente, no resíduo "mas a própria realidade do Inconsciente", que é sexual.

*SINTOMA Lacan define pela maneira onde cada um goza do Inconsciente, enquanto que o inconsciente o determina.

*SINTHOMA como a letra  não é para ser lido não se pode atribuir o estatuto da letra: não interpretável, separado da cadeia significante "godet" onde se condensa o gozo?

*SINTHOMA, como a letra, não é  marca, rasura onde o sujeito tem que reconhecer o pouco de ser o qual ele pode se complementar?

*O gozo opaco do SINTOMA  não se reduz ao gozo fálico aparelhado à cadeia significante onde o saber inconsciente;

(...) esse gozo do SINTHOMA liga-se ao que resta, ao objeto e como tal, constitui um resíduo a-sexuado. Mas se o SINTHOMA visa a preeminência do gozo fálico, se ele não é todo gozo fálico, ele não abre, assim como a letra que feminiza em direção a um OUTRO Gozo?

*(...) não é do lado do SINTHOMA que há a esperança do despertar? Diz Lacan: "não é a certeza que se está acordado que o que se apresenta e representa é sem nenhuma espécie de sentido"; (...) "não é  o caso do INCONSCIENTE: a doença mental que é  o inconsciente não desperto".

*Restam então o REAL DO SINTHOMA ao que o serde cadaum de reduz, o ideal da interpretação como poética,  EFEITO DO SENTIDO,  mas também efeito de buraco, e o sonho de um significante novo, sem nenhuma espécie de sentido.

*O SINTOMA no discurso científico  é considerado uma FALHA a ser ser consertada na clínica... quando o médico não dá conta diz que sai do campo da ciência... e entra no campo da PSICOLOGIA.

*Para transformar-se num Sintoma Analítico será preciso que o SINTOMA enquanto queixa seja formulado no campo do OUTRO,  seja completado pelo ANALISTA.

*O SUJEITO transfere um saber sobre sua questão a um OUTRO.

*O SINTOMA Analítico será então a queixa do sujeito completada pelo Analista na Transferência. Na Psicanálise o SINTOMA toca o sujeito.

Fonte: Perspectivas do Seminário XXIII de Lacan - JacquesAlain Miller
JAKOBSON, F. Essais de Linguistique générale, Paris, Minuit, 1963.
Fatima Vieira - Psicóloga Clínica
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sábado, 22 de fevereiro de 2020

Ψ O ADOECER E O PROCESSO DE INDIVIDUAÇÃO

A doença causa um mal-estar ... e este mal-estar significa que não se está onde se deveria estar... a doença pode ser um pedido de cura do indivíduo, quer tirá-lo de onde ele está, quer libertá-lo, curá-lo.
*O processo de individuação, por ser arquetípico, ocorre do universal para o particular, acontece com a colaboração do Ego que, na maioria das vezes, traz mecanismos de defesa contrários a este processo.

*É o religar do Ego (centro da consciência) ao Self (Centro da Totalidade: Consciente e Inconsciente) e, nesta trajetória, o Ego precisa servir a algo maior, ao Self.

*Quando isto não acontece, significa que não estamos no caminho de nosso Chamado, então, como forma de reparar o amor próprio, de voltarmos ao nosso processo de individuação, podemos adoecer ou mesmo morrer.

*O cerne da Psicologia Junguiana é a individuação e este é o processo de criar e ampliar a consciência.

*A tomada de consciência vem acompanhada de imensa dor, uma vez que não é fácil ter consciência, porque isto implica em fazer escolhas, tomar decisões e assumir a responsabilidade pelas escolhas feitas.

*Escolher implica em abrir mão de alguma coisa em prol de outra, implica em dor e sofrimento.

*A proposta de Jung, de uma visão integral do ser humano, teve importante contribuição no campo da psicossomática.

*Tendo por base seus estudos empíricos, mais especificamente a associação de palavras utilizada em pacientes histéricos, foi-lhe possível observar que estes pacientes desenvolviam uma semelhante personalidade mórbida, demonstrando um querer ser/estar doente (JUNG, 2011), o que lhe permitiu concluir que os sintomas tinham origem nos complexos, levando as pessoas ao adoecimento, sendo, portanto, psique e corpo necessários de serem compreendidos em sua integridade.

*Neste contexto, tornou-se possível dizer que toda doença é psicossomática, formada por psique e soma, mente e corpo.

*Ramos (2006) observou que a expressões do fenômeno psique-corpo e suas alterações fisiológicas sincrônicas, se davam por meio de um complexo que se manifesta, ajudando a uma compreensão mais ampla da doença.

*O corpo é a visibilidade da alma, da psique, e a alma é a experiência psicológica do corpo.
          David Ohmer 
*Os sintomas físicos são retratos simbólicos do complexo patológico.
(JUNG, 2011).

*Todo sintoma ou fenômeno de crise que mobiliza um indivíduo, vem como possibilidade de tomada de consciência.

*O sintoma atua como uma proteção do Self, do Sagrado, para com o indivíduo.

*Como tentativa de se entender e se ressignificar a doença, há de se perguntar: "o que este sintoma está me impedindo de fazer e o que ele está me levando a fazer? ".

*É preciso entender qual o sentido deste sintoma, naquele determinado momento, na vida da pessoa.

*A doença causa um mal-estar no doente e este mal-estar significa que não se está onde se deveria estar.

*Novamente é preciso se fazer mais perguntas: "onde eu queria/deveria estar que não estou? ".

*Se não estamos bem onde estamos, se não estamos onde deveríamos/ gostaríamos de estar, sentimo-nos mal e temos mal-estar.

*Se trabalhamos, por exemplo, em um lugar onde não conseguimos mais engolir as coisas que nos dizem e nos fazem, temos vômitos, pois, para reverter o engolido é necessário vomitar o que não conseguimos engolir.

*O estômago é o lugar de recepção das coisas, por isso, comumente tão acometido quando não conseguimos digerir as coisas. Não vomitamos comidas, vomitamos palavras. Vomitamos símbolos. Precisamos refletir sobre o que nos intoxicou de verdade, o que está por nós sendo rejeitado.

*Muitas vezes a doença é um pedido de cura do indivíduo, quer tirá-lo de onde ele está, quer libertá-lo, curá-lo.

*Toda crise nos desperta para o Sagrado, nos chama para uma retomada de consciência, pois, cada escolha que fazemos, nos faz.

*Não podemos simplesmente servir aos outros, sermos apenas servos, temos que ser servos felizes ao que nos submetemos, do contrário, seremos infelizes e ineficientes e adoeceremos.

*Não diferente do que era na antiguidade, o corpo continua sendo o lugar do mal, só que não mais acoitado com chicotes e, sim, martirizado de outras formas, sendo, por exemplo, a doença advinda como consequência do pecado e merecimento, como forma de autopunição.

*A doença é muitas vezes uma penitência, como no mito do herói, onde a pessoa se vê como um herói decadente e se pune.

*A dor pode ser vista como um castigo, como um demônio, é a sombra atuando.

*Para Platão a dor era proveniente dos maus espíritos e dos Deuses.

*O corpo é um templo, um território Sagrado, com atributo psíquico e espiritual, e lança sintomas para que possa ser ouvido.

*A subjetividade e os aspectos psicológicos estão presentes em todas as doenças.

*A psique cria a partir da interpretação e são os complexos que interpretam, logo, para se encontrar a cura, é preciso ressignificar o complexo.

*Para que se tenha o sintoma, é necessário que haja um estilo dominante na consciência, que haja uma cisão.

*A cisão ocorre quando se começa a desagregar (ou é isto ou é aquilo, quero ou não quero) e o estilo que ganhar é o que vai para consciência, sendo assombrado pelo que ficou na inconsciente.

*O ideal é que estes estilos troquem de posição, estejam equiparados e não polarizados, podendo ora ser um e ora o outro a prevalecer, a escolher, sem necessariamente se ter uma rigidez, um determinado padrão a se seguir, pois, de outra forma, virará sintoma.

*É a intensidade que promove a cisão e faz o sintoma e, se isto acontece, para reestabelecer a saúde, o padrão dominante tem que descer aos infernos, recuperar o que aparentemente não tinha valor e subir de volta a consciência, sendo outro padrão agora, não mais o que estava na consciência e tão pouco o que estava na inconsciência, mas outro.

*Somos compostos por pares de opostos como luz e sombra, amor e poder, bem e mal e, quando ocorre a unilateralização de um dos polos, vem a doença como tentativa de reestabelecer a saúde.

*O literalismo é suicida, mata os outros sentidos. A literalidade implica em perda da capacidade simbólica, o que significa regressão da consciência. A literalidade gera a paranoia.

*O que determina o padrão de saúde, é o re-ligare, o estar ligado a Deus, ao Sagrado, ao Self.

*Saúde e doença podem ser vistas como imagens simbólicas, sendo a doença uma evidente disfunção no eixo Ego-Self.

*Compreender e tornar consciente estes símbolos, ajudará na ampliação da consciência e na integração dos conteúdos inconscientes, religando o Ego ao seu eixo com o Self, tendo sido a doença um caminho para restaurar a saúde, atuando diretamente no processo de individuação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
JUNG, Carl Gustav. A Natureza da Psique. 10. ed. Petrópolis: Vozes, 2013.
_____________. A Prática da psicoterapia. 16 ed. Petrópolis: Vozes, 2013.
_____________. Arquétipos do Inconsciente Coletivo, 11 ed. Petrópolis: Vozes, 2014.
_____________. Estudos Experimentais. 2a. ed. Petrópolis: Vozes, 2011.
_____________. Psicologia do Inconsciente. 24 ed. Petrópolis, Vozes 2014.  RAMOS, Denise Gimenez. A Psique do Corpo: A Dimensão Simbólica da Doença. 3ª. Ed. São Paulo, Summus, 2006.

Texto: Andreia Araujo - Psicóloga Clínica, Analista Junguiana em Formação e Especialista em Psicologia Junguiana e Psicossomática pelo IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa.

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sábado, 15 de fevereiro de 2020

Ψ Nise da Silveira

Segundo o Google, o esboço do Doodle de 15 de fevereiro foi feito pelo artista Kevin Smilelin

Nise da Silveira nasceu em (1905 - 1999) na cidade de Maceió, no nordeste do BrasilNise da Silveira se formou em medicina em 1926 aos 21 anos e era a única mulher na classe. 

O Google Doodle comemora seu 115º aniversário, Nise da Silveira.  Foto: Google.
O Google Doodle comemora seu 115º aniversário, Nise da Silveira. Foto: Google.

Quando começou a trabalhar em 1933 no centro nacional de psiquiatria, ficou desencorajada pelos rigorosos procedimentos médicos que seguiam na época para tratar pacientes mentais, incluindo esquizofrenia.
Nise da Silveira era uma das poucas médicas de sua época. Ela corajosamente quebrou os procedimentos de saúde mental, foi pioneira em uma abordagem mais humana.
Começou a desenvolver oficinas de arte para dar aos pacientes a oportunidade de se expressar através da pintura e escultura.
Ela também se tornou uma das primeiras profissionais a introduzir animais no processo de cura como uma "co-terapeuta".
O Museu de Imagens criado pelo Inconsciente (Museu Nise da Silveira) mantém um acervo de mais de 350.000 obras de arte criadas pelos pacientes.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Ψ Jung Explica Como, Ele Próprio, Enfrentaria a Depressão

“Nunca despreze as pessoas deprimidas. A depressão é o último estágio da dor humana.” (Augusto Cury)

“Quanto maior é a ferida, mais privada é a dor. (...) e um dia, quando já não puder dar mais um passo de tanto cansaço, entenderá que não pode fugir da dor, é preciso domesticá-la." (Isabel Allende)
"Küsnacht-Zurique, 09.03.1959
Prezada N. (destinatária não identificada),
Sinto muito que esteja tão atormentada. "Depressão" significa em geral "pressão ou coação para baixo". Isto pode acontecer mesmo que não se tenha o sentimento de estar "em cima". Por isso não gostaria de abandonar esta hipótese sem mais. Se eu tivesse de viver num país estrangeiro, procuraria algumas pessoas, que me parecessem amáveis, e me tornaria de certa maneira útil a elas, para receber libido de fora, ainda que de uma forma algo primitiva como o fez, por exemplo, o cachorro, sacudindo o rabo. (...) Criaria animais e plantas, que me dessem alegria com o seu desenvolvimento. Eu me cercaria de coisas belas – não importa se primitivas ou simplórias – objetos, cores, sons. Comeria e beberia coisas gostosas. Quando a escuridão viesse, não descansaria até penetrar em seu cerne e chão e até que aparecesse uma luz no meio do sofrimento, porque a própria natureza se inverte in excessu affectus. Eu me voltaria contra mim mesmo com raiva, para que no calor dela derretesse meu chumbo. Renunciaria a tudo e me dedicaria à atividade mais humilde, caso minha depressão me forçasse à violência. (...) Lutaria com o Deus sinistro até que me descolasse o quadril, pois ele também é a luz e o céu azul que retém diante de mim. Seria isto o que eu faria. O que outras pessoas fariam é uma questão que não sei responder. Mas também para a senhora existe um instinto: arrancar-se para fora disso, ou entrar até as profundezas. Mas nada de meias-medidas ou meio entusiasmo. [...] Com votos cordiais, Sinceramente seu (C.G.)"
(Carl Gustav Jung, Cartas, Vol. 3: 1956-1961)
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Documentário Democracia Em Vertigem Indicado ao Oscar 2020

Como Morrem As Democracias...
"Numa época em que a extrema-direita está se espalhando como uma epidemia, esperamos que este filme possa nos ajudar a entender como é crucial proteger nossas democracias". 
"Está se tornando cada vez mais evidente o quanto o pessoal é político para tantos ao redor do mundo e acredito que é através de histórias, linguagem e documentários que as civilizações começam a se curar...  Viva o cinema brasileiro".
“O filme fala sobre o fenômeno global de como as democracias morrem hoje. Não com tanques, não com os militares assumindo, mas com a erosão das instituições, a disseminação de fake news, e campanhas de mídia social", (entrevista à CNN)
(Petra Costa)
Melhor filme
* Ford vs Ferrari
* O Irlandês
* Jojo Rabbit
* Coringa
* Adoráveis Mulheres
* História de um Casamento
* 1917
* Era uma vez em… Hollywood
* Parasita
Melhor Ator
* Joaquin Phoenix, por Coringa
* Leonardo DiCaprio, por Era Uma Vez em… Hollywood
* Adam Driver, por História de um Casamento
* Antonio Banderas, por Dor e Glória
* Jonathan Pryce, por Dois Papas
Melhor Atriz
* Renée Zellweger, por Judy: Muito Além do Arco-Íris
* Scarlett Johansson, por História de um Casamento
* Charlize Theron, por O Escândalo
* Cynthia Erivo, por Harriet
* Saoirse Ronan, por Adoráveis Mulheres
Melhor Direção
* Martin Scorsese, por O Irlandês
* Todd Phillips, por Coringa
* Sam Mendes, por 1917
* Quentin Tarantino, por Era uma vez em… Hollywood
* Bong Joon Ho, por Parasita
Melhor atriz coadjuvante
* Laura Dern, por História de um Casamento
* Kathy Bates, por O Caso Richard Jewell
* Florence Pugh, por Adoráveis Mulheres
* Scarlett Johansson, por Jojo Rabbit
* Margot Robbie, por O Escândalo
Melhor ator coadjuvante
* Brad Pitt, por Era Uma Vez em… Hollywood
* Joe Pesci, por O Irlandês
* Al Pacino, por O Irlandês
* Tom Hanks, por Um Lindo Dia na Vizinhança
* Anthony Hopkins, por Dois Papas
Melhor documentário
* Democracia em Vertigem
* For Sama
* American Factory
* Honeyland
* The Cave
Melhor filme estrangeiro
* Corpus Christi
* Honeyland
* Dor e Glória
* Parasita
* Os Miseráveis
Melhor roteiro original
* Entre Facas e Segredos
* História de Um Casamento
* 1917
* Era Uma Vez Em Hollywood
* Parasita
Melhor roteiro adaptado
* O Irlandês
* Jojo Rabbit
* Coringa
* Adoráveis Mulheres
* Dois Papas
Melhor animação
* Toy Story 4
* Link Perdido
* Como Treinar o Seu Dragão 3
* I Lost My Body
* Klaus

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Ψ As Leis Sagradas Da Psyche - O universo Interior

*O universo interior da mente é, como o mundo físico, um organismo vivo que funciona de acordo com as leis naturais.
                                      Ashvin Harrison
*O cérebro humano está familiarizado com duas linguagens: a lógica e a imaginação. Separadamente, cada uma tem limites, mas alguns indivíduos se permitem fazer incursões brilhantes além dos seus mistérios. Einstein era uma dessas pessoas. Ele disse: "A lógica irá levá-lo de A a B. Imaginação irá levá-lo em todos os lugares."
                                                                   
*Jung cientificamente comparou sua vida interior e de seus clientes com os mitos e símbolos de várias tradições de sabedoria.

*Campbell desenvolveu alguns dos temas de Jung. Seu trabalho imaginativo lança luz necessária para a escuridão do nosso contemporâneo inconsciente coletivo.
                                                                                                 
                                      imagem: Remedios Varo
Algumas destas leis:
1. A Lei de Correspondência:
O universo exterior é um reflexo do universo interior. Esta intuição deu origem aos adágios antigos, "Como acima, assim abaixo"... "dentro como fora"... A humanidade tem expressado isso em diversos sistemas de símbolos, tais como mitologia, religião, tarot, a alquimia, astrologia e magia.

2. A Lei da Sincronicidade: Coincidências significativas entre os nossos universos interior e exterior ocorrem mais frequentemente com as práticas auto-reflexivas como o trabalho dos sonhos e imaginação ativa. Jung criou o termo empírico sincronicidade para poder explicar acontecimentos que fogem da causalidade e das leis do tempo e espaço. São aqueles fenômenos que por vezes tomamos por simples coincidência, mas que escapam de qualquer explicação lógica, e a lei de causa e efeito não da conta desses fenômenos raros e aleatórios.
Jung refere: Como nos mostra sua etimologia, esse termo tem alguma coisa a ver com o tempo ou, para sermos mais exatos, com uma espécie de simultaneidade. Em vez de simultaneidade, poderíamos usar também o conceito de coincidência significativa de dois ou mais acontecimentos, em que se trata de algo mais do que uma probabilidade de acasos.”

3. A Lei dos Opostos: Para tudo o que sabemos sobre nós mesmos (crenças, valores, atitudes, emoções), há um oposto inconsciente correspondente. Em nossa imaturidade psicológica, vemos as coisas dualisticamente, (em termos de ou-ou, bom-mau) e, automaticamente, reprimimos ou renegamos aquilo que os nosso ego considera a opção menos desejável. Podemos explorar a mente integrando pares de opostos para criar parcerias para ver, pensar e comportar-se de forma holística.

4. A Lei da Entropia: Quando os opostos permanecem isolados uns dos outros, qualquer distúrbio dentro deles permanece constante ou aumenta.

5. A Lei de Mudança: Energias em ambos os universos estão constantemente circulando. Mudança em direção à polarização aumenta a desordem e o caos. Mudança para a comunicação e integração aumenta o movimento em direção à perfeição e conclusão.

6. A Lei de Amor: O amor é a cura mais poderosa e a força unificadora na vida. Ele tem suas raízes no coração, não na parte racional ou lógica.

7. A Lei da Escolha: O nosso ego, o centro organizador da nossa consciência, pode optar por servir ou lutar contra estas leis, e nossas escolhas pessoais influenciam nosso bem-estar e de todos no mundo.
Por exemplo, se servimos a Lei do Amor, nós respeitamos e integramos a nossa filosofia e religião à escolha dos outros, dando espaço para nós mesmos e para todos se expressarem... do contrário estaremos disseminando o oposto do amor que é o ódio e a guerra.
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quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Em 2020 Eu Te Desejo Vida Longa Vida

Te Desejo Vida
(Flávia Wenceslau)

Eu te desejo vida, longa vida
Te desejo a sorte de tudo que é bom
De toda alegria, ter a companhia
Colorindo a estrada em seu mais belo tom


(...)

Eu te desejo a paz de uma andorinha
No voo perfeito contemplando o mar
E que a fé movedora de qualquer montanha
Te renove sempre e te faça sonhar
Mas se vier as horas de melancolia
Que a lua tão meiga venha te afagar
E que a mais doce estrela seja tua guia
Como mãe singela a te orientar

(...)

Eu te desejo vida, longa vida
Te desejo a sorte de tudo que é bom
De toda alegria, ter a companhia
Colorindo a estrada em seu mais belo tom

Eu te desejo a chuva na varanda
Molhando a roseira pra desabrochar
E dias de sol pra fazer os teus planos
Nas coisas mais simples que se imaginar
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quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

(...)

Querida, Adeus
(Anti-fascismo)

Uma manhã, eu acordei

(...) e encontrei um invasor

(...) e se eu morrer como um membro da Resistência
Querida, adeus! Querida, adeus! Querida, adeus, adeus, adeus!

(...) e me enterre no alto das montanhas
Sob a sombra de uma bela flor

(...) todas as pessoas que passarem
Me dirão: Que bela flor!

E essa será a flor da Resistência

(...) daquele que morreu pela liberdade!!!










domingo, 1 de dezembro de 2019

Ψ Ser Psicólogo Ψ

"Ser psicólogo é poder caminhar pelos vales escuros onde ninguém quer ir e convidar os que por lá se perderam a desfrutar a alegria dos dias ensolarados."
"Ao psicólogo não é dado o martelo dos juízes, as prerrogativas dos promotores, nem o bisturi dos cirurgiões, somos pequenos clínicos da alma, engenheiros de manutenção da psique, pequenos o bastante para não sermos protagonistas nem julgadores da vida alheia.

Somos guardiões das maiores capacidades humanas, muitas vezes escondidas por transtornos dos mais diversos. Nosso trabalho é de longo prazo. 

Ser psicólogo não é um status profissional, é uma constante descoberta de si mesmo e do outro, de tantos outros, não é um lugar ao qual chegamos, mas um caminho pelo qual trilhamos, de estudos e descobertas constantes. 

É poder visitar diariamente universos diferentes, maravilhando-se sempre com a novidade das infinitas possibilidades humanas
Ser psicólogo não é passar o dia ouvindo problemas, mas sim presenciar o desbravamento de caminhos inimagináveis e poder contemplar o sorriso depois das lágrimas, é vislumbrar a mais verdadeira e honesta expressão da pessoa humana em busca de sentido, em busca de si mesma, é poder ver o sucesso da vida sobre a morte e apesar dela

Ser psicólogo é permanecer-se aberto ao novo e singular de cada pessoa, é ser capaz de ter muitas convicções e a principal delas é a de que sempre haverá algo de muito novo e de muito precioso a se aprender a cada encontro, a cada dia." (Selton Mello)

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sábado, 23 de novembro de 2019

Ψ "Para a mente quieta, o universo inteiro se rende", (Lao Tzu)

*Você descobrirá o poder germinativo interior no silêncio, onde mil sementes, estão se tornando a paisagem da primavera.

*Descarte objetivos mundanos mesquinhos, esvazie todo o lixo mental e material e abra espaço para a divindade interior.

*A beleza incomparável de um diamante precioso está brilhando no seu interior, mas você não tem onde colocar um diamante, se todos os seus bolsos estiverem cheios de lixo.
*Livrar-se dos medos e confusões nas profundezas do próprio subconsciente leva à mudança correspondente no mundo dos eventos. Isso é meditação.

*Um plano sutil sempre rege um plano aproximado. Transforma o mundo manifesto, onde tudo se torna seguro e pacífico.

*Quando emoções confusas deixam seu subconsciente, quando nada pode abalar sua paz, algo novo, poderoso e perigoso se manifestará das profundezas do subconsciente.

Qual é o perigo? O subconsciente é uma fonte interna muito grande de poder. Quanto mais poderosa a fonte, maior o risco de interação com essa fonte de poder. O despertar prematuro da fonte interna (yoga refere como poder Kundalini) pode causar consequências negativas.

*Se você não estiver pronto, não fique imerso no seu próprio subconsciente. Por vezes um sábio, um mestre ou psicoterapeuta se faz necessário. É realmente muito perigoso!

*Se você sentir o potencial de dominar sua força interior, descobrirá uma nova dimensão: o poderoso mundo do subconsciente.

*Você descobrirá uma conexão milagrosa entre eventos externos e seu estado interior.

*Você descobrirá que o estado interno pode dominar e criar eventos externos.
*Você não terá medos sérios e nem desejos fortes fora do seu controle.

*Esta é a calma absoluta da vida cotidiana. Este é um acordo com todas as surpresas negativas ou positivas.

*A vida externa está congelada. Você remove o foco de sua atenção da realidade externa e mergulha no seu mundo interior. E você sentirá  que a tranquilidade reinará, mesmo no caos.

*Você tem a confiança de que a vida vai lhe fornecer o necessário.

*TOTAL sincronia com todos os eventos... esta é a identificação máxima de si mesmo com o corpo, com a vida.

*Esta situação é denominada MEDITAÇÃO.

MEDIT(AÇÃO) = ação consciente, não agir mecanicamente.

*Se você está mantendo um diário, escrevendo um poema, cantando, dançando, amando plenamente, sendo verdadeiramente genuíno consigo mesmo, trabalhando de forma consciente ... você está meditando.

"O sono tranquilo é a melhor meditação".
(Dalai Lama)

"A meditação é a linguagem da alma".

“Como é bom não fazer nada e depois descansar.” (provérbio espanhol)

Fonte: http://changebeing.com/book-52/ 
site original - http://izmeni-sudbu.ru/