sexta-feira, 30 de junho de 2023
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quinta-feira, 20 de abril de 2023
Ψ 'A Criança, sua "Doença" e os Outros'
2 - O discurso de drama, em que há um pedido de ajuda. A análise é então possível, e o tratamento consistirá em encontrar, na palavra do adulto, o que marcou a criança no plano do corpo.
Para Rosenfeld, na fase aguda da doença, todas as técnicas psicoterapêuticas, sejam quais forem as referências teóricas, alcançam sucesso. É na fase crônica silenciosa que o sucesso depende de como ela é manejada.
Para que serve a psicoterapia de crianças e adolescentes?
A psicoterapia infantil pode ser particularmente útil na profilaxia e no tratamento de uma série de problemas emocionais e comportamentais:
• Depressão
• Ansiedade
• Auto-mutilação
• Dificuldades de apego, incluindo crianças cuidadas e adotadas
• Problemas comportamentais, incluindo criminalidade e uso de substâncias químicas.
• Dificuldades com amigos e colegas, incluindo bullying, cyberbullying
• Distúrbios alimentares
• Identidade de gênero
• TDAH
• Autismo
• Distúrbios comportamentais ou conflitos na área sexual
• Baixa autoestima/confiança
• Problemas de aprendizagem e concentração/ atenção
• Dificuldades nos relacionamentos interpessoais/ apego/ vínculos
• TOC
• Fobias
• Atraso no desenvolvimento
neuropsicológico
• Traumas e Estresse pós traumático, separação/ perda/ luto
Como ocorre a primeira Avaliação Psicológica?
Para avaliação, a criança/adolescente é inicialmente atendida com seus pais/ familiares/ responsáveis, para que o terapeuta obtenha o máximo de compreensão possível sobre o problema ou dificuldade. Em algumas situações, os pais podem querer ser vistos separadamente como parte do processo de avaliação para explorar quaisquer preocupações que possam ter. O trabalho individual com os pais pode facilitar a verbalização de suas lutas cotidianas e oferecer uma oportunidade de refletir sobre seus estilos parentais e suas próprias experiências como pais em um ambiente confidencial. Pode envolver a identificação de gatilhos ou padrões de comportamento e formas de relacionamento que possam estar afetando negativamente o vínculo com o filho. Ao final da Avaliação é apresentado um feedback aos pais, psicodiagnóstico e sugestão quanto a periodicidade dos encontros dando início à psicoterapia.
sábado, 8 de abril de 2023
A morte é uma nova vida
O que acontece neste processo é um desprendimento de seu corpo astral enquanto seu corpo físico dorme. É um processo inconsciente automático. Às vezes, por simples acaso, um vislumbre de consciência chega a este belo corpo e então, ao acordar repentinamente ou no dia seguinte, tem-se a impressão de estar experimentando algo muito mais real do que a realidade física. O déjà-vu que referem os psicólogos tem sua explicação neste fenômeno de distanciamento.
(...) O corpo astral se desprende, ainda preso ao corpo físico por um cordão chamado 'cordão de prata', que só é cortado na morte. Graças a este cordão podemos percorrer distâncias imensuráveis sem perder a conexão com nosso corpo físico. Ele sempre retorna.
(...) Preste atenção a esta analogia: assim como uma criança se encontra ligada à mãe pelo cordão umbilical, o corpo astral está unido ao pai, o corpo físico, por um cordão de prata. A criança chora e se desespera ao nascer, quando o cordão que o liga à mãe é cortado. Ele pensa que isso é a morte, mas é uma nova vida. O mesmo acontece quando se morre; quando o cordão de prata é cortado, entra-se em outra vida. A morte é uma nova vida. Tudo isso é arquetípico. Apenas aqueles eventos que expressam arquétipos têm realidade ontológica. (Miguel Serrano)
terça-feira, 7 de março de 2023
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Ψ Fatima Vieira - Psicóloga Clínica
sexta-feira, 3 de março de 2023
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Marion Woodman - Addiction to Perfection: The Still Unravished Bride
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023
Imaginação Ativa - conversando e aprendendo com os sentimentos
"O símbolo, assim como o sintoma, é o modo como a psique se regula e se cura". (Jung, 1970)
Como é a sua imaginação?
Pode parecer um tanto óbvio mas tudo o que existe (ou existiu) no Universo partiu de uma imaginação. Determinada pessoa visualizou/ imaginou o seu desejo e aquilo foi materializado (é claro que até chegar a esta materialização muito foi feito, perdido, trabalhado...) mas a questão é que este celular ou computador do qual você está lendo minha mensagem partiu de uma imaginação. Carl Gustav Jung, há 100 anos atrás, na Suiça, desenvolveu a técnica muito usada que é a Imaginação Ativa. Esta técnica é voltada para a introspecção psíquica em que você aprende a dialogar com seus sintomas.
O que é Imaginação Ativa?Em síntese, é a vivência da experiência da criação de imagens do seu inconscientes que ganharão “vida” no processo terapêutico.
Como a imaginação ativa pode te ajudar?
A técnica surge para trabalhar com o seu autoconhecimento abrangendo as suas dores, basicamente. Quando temos um sintoma que é aparentemente físico, esquecemos que por trás destas dores existem emoções, e que por trás destas emoções, existem imagens. Em outras palavras: ao encontrarmos a imagem e a emoção, podemos transformar este sintoma (lembrando que quando atuamos com vidas atuamos com complexidades, portanto, o tempo é incerto neste processo). Com tantos afazeres, esquecemos que o corpo depende da psique assim como a psique também atua no corpo.
Quais são os sintomas trabalhados pela Imaginação Ativa?
Basicamente todos. Caso você tenha dores nas costas, dores nos braços, dores nas pernas, dores de cabeça, apertos no peito, ansiedade, medo, angústias, pânicos, bruxismo entre tantos outros sintomas recorra a um profissional que possa te auxiliar neste processo. É uma técnica de introspecção psíquica em que você aprende a dialogar com seus sintomas. Com o corpo e a mente dialogando entre si, transformações poderão surgir.
Como é que esta Imaginação Ativa funciona?
Ao chegar no consultório, depois de diversos encontros, haverá o momento que o psicólogo irá conversar com a dor específica do seu corpo. Caso você tenha fortes dores, por exemplo, no peito, ambos irão focar na impressão desta dor através das emoções: raiva, tédio, medo, tristeza, entre diversas outras opções que caberão apenas ao paciente destacar. A partir desta identificação, diante de diversos tipos de perguntas, podemos perguntar: "E se essa dor tivesse uma imagem, qual imagem ela teria para você?"
Eu posso fazer a Imaginação Ativa sozinho?
Não é recomendável. É algo que requer muito cuidado pois é um tipo de técnica que lida com forças muito profundas. Caso você sinta interesse, recomendo um profissional que atue com esta técnica.
IMAGINAÇÃO ATIVA - conversando e aprendendo com os sentimentos
"Houve um tempo em que fugia do medo, então o medo me controlava. Até que aprendi a segurar o medo como um recém-nascido, ouvi-lo, mas não ceder. Honrá-lo, mas não o adorar. O medo não podia mais me impedir. Eu entrei com coragem na tempestade. Ainda tenho medo, mas ele não me tem. Houve um tempo em que eu tinha vergonha de quem eu era. Eu convidei a vergonha para o meu coração. Eu a deixei queimar. Ela me disse: “Estou apenas tentando proteger sua vulnerabilidade. Eu agradeci à vergonha, e entrei na vida de qualquer maneira, sem vergonha, com a vergonha como minha amante. Houve um tempo em que tive muita tristeza enterrada bem no fundo. Eu a convidei para sair e brincar. Eu chorei oceanos. Os meus canais lacrimais estavam secos. E eu encontrei a alegria ali mesmo. Bem no centro da minha tristeza. Foi o desgosto que me ensinou a amar. Houve um tempo em que tinha ansiedade. Uma mente que não parava. Pensamentos que não silenciavam. Então parei de tentar silenciá-los. E eu larguei da mente fui para a terra, para a lama. Onde fui abraçado fortemente como uma árvore, inabalável, segura. Houve um tempo em que a raiva queimou nas profundezas. Eu chamei a raiva para a luz de mim mesmo. Eu senti seu poder chocante. Eu deixei meu coração bater e meu sangue ferver. Escutei, finalmente. E ela gritou: “Respeite-se ferozmente agora!”. "Fale a sua verdade com paixão!” “Diga não quando você quer dizer não!” “Ande o seu caminho com coragem!” “Que ninguém fale por você!” A raiva se tornou uma amiga sincera. Um guia sincero. Uma linda criança selvagem. Houve um tempo em que a solidão me tomou profundamente. Eu tentei me distrair e me entorpecer. Corri para pessoas, lugares e coisas. Até fingi que estava “feliz”. Mas logo eu não pude correr mais. E eu caí no coração da solidão. E eu morri e renasci em uma requintada solidão e quietude. Isso me conectou a todas as coisas. Então eu não estava só, mas sozinho com toda a vida. Meu coração Um com todos os outros corações.
Houve um tempo em que fugia de sentimentos difíceis. Agora, eles são meus conselheiros, confidentes, amigos, e todos eles têm um lar em mim e todos eles me pertencem e têm dignidade. Eu sou sensível, suave, frágil, meus braços envolveram todos os meus filhos internos. E na minha sensibilidade, poder. Na minha fragilidade, uma presença inabalável. Nas profundezas das minhas feridas, no que eu tinha chamado de “escuridão”, eu encontrei uma luz ardente. “Isso me guia agora em batalha.” Texto: Jeff Foster (1980), astrofísico inglês (Cambridge)
'Imaginação Ativa', técnica utilizada por JUNG
Ψ Fatima Vieira - Psicóloga Clínica
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"Cultivar a alma é permitir que a essência eterna penetre e experimente o mundo externo por todos os orifícios do corpo: vendo, sentindo o aroma e o sabor, ouvindo, tocando - de tal maneira que a alma cresça durante sua permanência na terra. Cultivar a alma é descobrir-se um ser eterno habitando um corpo temporal. É por isso que sofre e aprende pelo coração". (Marion Woodman)
Ψ Fatima Vieira - Psicóloga Clínica
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"Na busca de sua alma e do sentido de sua vida, o homem descobriu novos caminhos que o levam para a sua interioridade: o seu próprio espaço interior torna-se um lugar novo de experiência. Os viajantes destes caminhos nos revelam que somente o amor é capaz de gerar a alma, mas também o amor precisa da alma. Assim, em lugar de buscar causas, explicações psicopatológicas às nossas feridas e aos nossos sofrimentos, precisamos, em primeiro lugar, amar a nossa alma assim como ela é. Deste modo é que poderemos reconhecer que estas feridas e estes sofrimentos nasceram de uma falta de amor. Por outro lado, revelam-nos que a alma se orienta para um centro pessoal e transpessoal, para a nossa unidade e para a realização de nossa totalidade. Assim a nossa própria vida carrega em si um sentido, o de restaurar a nossa unidade primeira. Finalmente, não é o espiritual que aparece primeiro, mas o psíquico, e depois o espiritual." (Léon Bonaventure)
Ψ Fatima Vieira - Psicóloga Clínica
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023
segunda-feira, 14 de novembro de 2022
Ψ O Sonho de Jung
A casa é um símbolo arquetípico de fato. Os humanos procuram um lugar seguro que seja fundamentalmente seu para viver, seja a caverna do troglodita ou o palácio do rei. O útero materno é nosso lar mais antigo, e todos os nossos lares físicos subsequentes carregam suas sombras e tons. Nas tradições mitológicas de todo o mundo, nosso primeiro lar é um paraíso e estamos sempre procurando retornar a ele.
“Eu estava numa casa desconhecida, de dois andares. Era a ‘minha’ casa. Estava no segundo andar onde havia uma espécie de sala de estar, com belos móveis de estilo rococó. As paredes eram ornadas de quadros valiosos. Surpreso de que essa casa fosse minha, pensava: ‘Nada mau!’ De repente, lembrei-me de que ainda não sabia qual era o aspecto do andar inferior. Desci a escada e cheguei ao andar térreo. Ali, tudo era mais antigo. Essa parte da casa datava do século XV ou XVI. A instalação era medieval e o ladrilho vermelho. Tudo estava mergulhado na penumbra. Eu passeava pelos quartos, dizendo: ‘Quero explorar a casa inteira!’ Cheguei diante de uma porta pesada e a abri. Deparei com uma escada de pedra que conduzia à adega. Descendo-a, cheguei a uma sala muito antiga, cujo teto era uma abóbada. Examinando as paredes descobri que entre as pedras comuns de que eram feitas, havia camadas de tijolos e pedaços de tijolo na argamassa. Reconheci que essas datavam da época romana. Meu interesse chegara ao máximo. Examinei também o piso recoberto de Lages. Numa delas, descobri uma argola. Puxei-a. A laje deslocou-se e sob ela vi outra escada de degraus estreitos de pedra, que desci, chegando enfim a uma gruta baixa e rochosa. Na poeira espessa que recobria o solo havia ossadas, restos de vasos e vestígios de uma civilização primitiva. Descobri dois crânios humanos, provavelmente muito velhos, já meio desintegrados. – Depois acordei.
Era claro que a casa representava uma espécie de imagem da psique, isto é, da minha situação consciente de então, com complementos ainda inconscientes. A consciência era caracterizada pela sala de estar e parecia habitável, apesar do estilo antiquado.
No andar térreo já começava o inconsciente. Quanto mais eu descia em profundidade, mais as coisas se tornavam estranhas e obscuras. Na gruta, descobri restos de uma civilização primitiva, isto é, o mundo do homem primitivo em mim; esse mundo não podia ser atingido ou iluminado pela consciência. A alma primitiva do homem confina com a vida da alma animal, da mesma forma que as grutas dos tempos primitivos foram frequentemente habitadas por animais, antes que os homens se apoderassem delas. Por causa desse sonho pensei, pela primeira vez, na existência de um a-priori coletivo da psique pessoal, a-priori que considerei primeiramente como sendo os vestígios funcionais anteriores. Só mais tarde, quando minhas experiências se multiplicaram e meu saber se consolidou, reconheci que esses modos funcionais eram formas do instinto: os arquétipos”.
(Compilação e Prefácio de Aniela Jaffé – Jung, Memórias-Sonhos-Reflexões)
sábado, 12 de novembro de 2022
Nazareth🌹Love Hurts
terça-feira, 11 de outubro de 2022
"A infância dura toda a vida." (Bachellard)
A criança e a Casa da infância
"Se me pedissem para citar o principal benefício da casa, eu diria: "A casa abriga o devaneio, a casa protege o sonhador, a casa permite sonhar em paz." (Gaston Bachelard)
☆A casa como 'verticalidade' do universo; um universo dentro de um universo é o que faz as polaridades da casa tradicional.
☆Sótão e Porão: o sótão e o porão tais reflexos do céu e do inferno; um é racional o outro, irracional. Ambos são espaços nos quais a criança pode passar horas brincando, e cada um deve ser tão essencial quanto o outro, polaridades em perfeito equilíbrio. (...) mas o que sabemos é que o porão é invariavelmente um lugar a temer; um lugar de cheiro duvidoso e saídas entupidas. É um lugar que abriga monstros equivocados e feras do fundo do mar, um lugar onde a maioria não gostaria de ficar presa. O porão representa o subconsciente e nossa sombra à espreita lá. (...) O sótão, por outro lado, é alto; alcançando os céus como a torre de Babel. É a colina que escalamos para experimentar a vertigem do oxigênio puro, o mais longe que podemos chegar do mundano. O sótão não é a pura consciência, mas o lugar em que nos encontramos quando livres das influências do mundo. É liberdade, e podemos olhar por um vitral ou encontrar alguns travesseiros para deitar e olhar para as nuvens que passam e sonhar com coisas maiores do que nós mesmos. É no sótão que, não muito diferente do canto com sua falta de distração, podemos esbarrar em nosso verdadeiro eu, sem que nenhuma preocupação mundana o obscureça.
☆Vela na Janela: “O inverno acrescenta à poesia de uma casa.”
Damião Lechoszest
A vela ou lâmpada na janela parece ser a imagem final do devaneio. Quando a tempestade está furiosa ao nosso redor e o eremita procura uma cabana, a vela acesa na janela é um símbolo de esperança.(...) Embora muitas vezes seja uma imagem que simboliza idade e grande sabedoria, para a criança a vela é a luz que abafa toda a escuridão e deve ser nosso foco durante os longos invernos de incerteza e compromisso que estão por vir. Um símbolo do fragmento do Divino queimando intensamente dentro de todos nós, a vela nos atrai como um ímã, e talvez seja a melhor maneira de resumir o verdadeiro significado de nossas vidas.
☆Ninhos e conchas: A arquitetura da imaginação e seu papel no processo de iluminação podem ser lindamente resumidos pelo ninho e pela concha. Mais do que uma imagem da consciência humana, a imagem poética do ninho é muito parecida com a casa; nosso próprio cantinho do mundo e, portanto, uma expressão de conforto e abrigo, uma construção perfeita de simetria e força delicada.
☆Gavetas, cómodas e roupeiros: “Nosso passado está situado em outro lugar, e tanto o tempo quanto o lugar estão impregnados de uma sensação de irrealidade.” A imagem da gaveta e outros recipientes pesados de madeira; de caixas de lembrança e baús de tesouro onde o excesso de bagagem de pensamento; objetos sem propósito e chaves que abrem portas misteriosas para várias partes do subconsciente proporcionam à criança um playground de imagens poéticas.
Gleb Goloubetski
☆O guarda-roupa sem encosto e o baú sem fundo nos levam a outras terras, a gaveta contém tesouros que só a criança pode apreciar e usar em suas aventuras pelos emaranhados do desconhecido no fundo do jardim. O armazenamento de tempo e recipiente de artefatos, gavetas e baús representam a organização meticulosa e os entesouramentos de memórias que a mente deveria ter descartado há muito tempo: "Eles contêm os colecionáveis bizarros de nossos anciões excêntricos e murchos; camadas de intimidade e objetos esquecidos no passado, são os verdadeiros órgãos da vida psicológica secreta".☆Os cantos da casa: “Às vezes a casa do futuro é melhor construída, mais leve e maior que todas as casas do passado, de modo que a imagem da casa dos sonhos se opõe à da casa da infância.” (...) Os cantos podem ser os lugares em que nos encontramos, as paredes em branco e a falta de estímulos um gatilho para a reflexão interior. Assim como a criança travessa enviada para o canto para pensar sobre o que fez, (embora não deva ser associado a um lugar de punição), o canto também pode refletir o vazio interior e o potencial de manifestação. O canto é o lugar ideal para sonhar acordado e perceber a natureza de nossa existência: “A criança acaba de descobrir que ela é ela mesma em uma explosão para fora, que é uma reação, talvez, a certas concentrações em um canto de seu ser."
Fonte: "La Poétique de l'Espace (A Poética do Espaço)". Livro de Gaston Bachelard, 1964.
terça-feira, 4 de outubro de 2022
(...)
“A questão decisiva para o homem é: ele está relacionado a algo infinito ou não? Essa é a pergunta reveladora de sua vida. Somente se soubermos que o que realmente importa é o infinito, podemos evitar fixar nossos interesses em futilidades e em todos os tipos de objetivos que não são de importância real. Assim, exigimos que o mundo nos conceda reconhecimento por qualidades que consideramos posses pessoais: nosso talento ou nossa beleza. Quanto mais um homem enfatiza as falsas posses, e menos sensibilidade ele tem pelo essencial, menos satisfatória é a sua vida. Ele se sente limitado porque tem objetivos limitados, e o resultado é inveja e ciúme. Se entendermos e sentirmos que aqui nesta vida já temos um vínculo com o infinito, os desejos e as atitudes mudam.”
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