terça-feira, 30 de julho de 2013
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Ψ sobre o amor ...
Doutor em Teoria Psicanalítica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ.
Mestre em Psicanálise pela Universidade Paris VIII. Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo - USP - Faculdade de Medicina (Neurologia). A.M.E. Analista Membro da Escola Brasileira de Psicanálise e da Escola Europeia de Psicanálise. Membro da Associação Mundial de Psicanálise - AMP. Um dos principais introdutores do ensino de Jacques Lacan no Brasil, de quem frequentou os seminários em Paris, de 1976 a 1981.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
é preciso sobreviver, mas para viver há que ser arte!
domingo, 30 de junho de 2013
Ψ Outros Fragmentos...

*Um ser à flor da pele em busca de ternura na intempérie. Quanto ao carinho: diz sentir-se emocionada quando recebe e que tem sido tão pouco... Dizem que é por não dar que não se tem, mas esse é um daqueles gestos espontâneos, presente inusitado, como uma brisa suave, um perfume de flor, um abraço aconchegante, um aperto sincero de mão... amor não se mendiga!
*Aos ruídos cada vez mais intensos ela oferece seu silêncio!
Não é qualquer som que lhe agrada, gosta do som limpo, Chopin, Bach... é música que se renova quanto mais repetida. Dos piores sons destaca quem fala gritando e risos desproporcionais.
(...) E se com a evolução o ser humano perdesse sua capacidade de se comunicar com a fala. Os bichos tem tantos recursos... A linguagem falada seria usada só para momentos especiais, seria então um instrumento sofisticado, usado somente em rituais. O dia a dia fluiria sem palavras, onde todo mundo saberia o que fazer e ia lá e fazia sem muita conversa.
*Quando eu era estagiária de Psicologia, uma mãe trouxe a filha para eu dar um jeito porque de uma hora para outra a menina parou de falar... então eu lhe disse: se você parar de falar a Lelê vai falar... (Não é assim que se trata com tagarelas, hoje eu teria sido mais sutil, mas não sei se daria o resultado esperado, a menina falou).
*Vez ou outra uma sensação sutil e desconfortável se apodera dela, como se não fosse dar tempo. E aflita ela se pegunta: Tempo de quê? Fazer o quê?
*Talvez viajar pelo mundo, experimentar outros sabores e fragrâncias, outros desejos... Ela sabe que a busca mais delicada é desvendar seu mundo interior, seus fantasmas e medos. Pois dentro dela um anjo prisioneiro precisa ser libertado.
(…) ela diz que com o tempo perdeu o jeito de falar. Começa assim: a voz sai hesitante, levemente rouca; o sorriso enigmático, pela metade, admira a flor em silêncio, vai à feira, escolhe a fruta ... e, já não cumprimenta ninguém; entra e sai pela garagem, cuida do lixo, recicla e faz a sua parte, assiste ao jornal indignada, se entedia com a novela e fica no computador até cansar, se alimenta toma banho e dorme e acorda e trabalha de novo e não cumprimenta ninguém...
(…) E o que o que mais a impressiona é o esforço desmedido das pessoas para serem gentis e felizes o tempo todo!
(…) não é que não se deva ser feliz e gentil, bondoso e altruísta, mas quando passa a ser obrigação fica caricaturado, o sorriso plastificado, a condescendência com os mais fracos, a hipocrisia instituída. E aquele que já não é tão gentil, que a vida já fez seu estrago e bem feito, ainda é julgado e condenado por não ser bonzinho... ele só está sendo autêntico, não compactua com gentileza massificada.
*Ultimamente ela está mais compulsiva, lê e escreve além da conta e nada a detém!
*Não é que ela não tenha lá seus desejos, pequenos desejos, sem muita esperança, viver por aí sem vestígios, mantendo-se com certa lucidez já é por demais cansativo.
*O pouco que lhe é exigido, já é demais; é preciso escolher as palavras para não machucar ninguém, quem estaria disposto a ouvir o pouco que ela tem a dizer?
*Por outro lado, ela diz já ter ouvido muito e até o que não merecia e por vezes, já foi deixada falando sozinha.
*Raramente encontrou nesta cansativa existência um ouvido atento, diz que já não sabe mais falar de si e sua fala se resume em poucos sons. E diz que para sua sorte as pessoas gostam de falar de si, de suas vaidades e assim lhe poupam.
*Não é raro ela estar compenetrada analisando o que se passa com uma planta desde a semente até rasgar-se toda explodindo no broto e na flor, no fruto, enfim, e a memória genética da semente, que inicia o novo ciclo...
*Ou encantada com o inseto que em vinte e quatro horas precisa dar conta de sua existência, passando seu código genético ... e ela se espanta quando o ser humano reclama da brevidade de sua vida, e tem cem anos para cometer tantas tolices.
*Quanto à si diz que sabe até perdoar com certa facilidade; na mesma proporção do seu desprezo por tudo que é humanamente mesquinho.
*Ela reflete: quando a dor é em demasia a vida precisa ser enfrentada como um touro enlouquecido, é preciso então pegá-lo pelos chifres e mostrar quem manda.
*Depois é só seguir serenamente, impassível diante do dragão, pois a vida se apresenta assim assustadora somente uma vez é só teste, se baixarmos a cabeça da primeira vez, tudo estará irremediavelmente perdido.
*Nada mais lhe assusta, antes temia o vento forte, o relâmpago, o frio, a chuva, mas a vida lhe mostrou outras situações difíceis tudo a um só tempo, fatos que iam acontecendo de forma inacreditável e violenta, diz que aprendeu a blindar-se feito casco de tartaruga... mas por dentro continua macia.
*Coração de pedra macio, olhos secretos e serenos. Ela diz que a dor é singular, de foro íntimo. E aconselha a não revelar dor à revelia, pois isso poderia deixar vulnerável para sempre.
*Sorriso torto, injustiças, gestos forçados, tudo que não é autêntico lhe agride!
*Um dia após o outro sem tropeço, psicologicamente a vida se organiza como se houvesse continuidade, a vida sem fim...
“Olhai os lírios do campo”, às flores bastam as fragrâncias, quanto à mim vida em movimento, o que preciso fazer o que tem que ser feito. Ser gente não é fácil.
*Outro dia invejou a brisa, sentiu-se leve, etérea, docemente estranha. (…) Tem a sensação que já não se adapta em lugar nenhum, a porta da felicidade parece estar aberta pro mundo menos pra ela, criou seu espaço sagrado... sutilmente evapora, quer ser brisa!
*Se é esse o mundo que dizem real, é nele que deve construir a sua história, por vezes fica difícil encenar a festa de confraternização, a reunião social... aceita um biscoitinho? (de recheio duvidoso), digo, faço dieta... e aquela festa? Hoje não dá, escapei de mais uma!
*Diz sentir atração pelas longas noites, sente-se em casa... é então que flerta com a morte. Morte lembra a cor negra, silêncio, morrer não dói.
… esperar a morte debaixo da chuva, numa tempestade também lhe fascina. Abismo é uma onda com o barco virado, pra não ter a chance de escapar. Abismo é uma onda de aniquilamento que não dá chance de sair ileso. Ela diz que hoje sente-se assim, apática, derretida, sem vontade nenhuma de continuar...
*Sobre o Perdão: É o mal tão bem feito que a única reparação possível é
a Indiferença, o silêncio: pode ser o melhor caminho quando não se consegue digerir uma maldade.
*Ela afirma que são os pequenos deslizes feitos sistematicamente os que mais lhe deixam em alerta... pois errar vez ou outra é até humano, mas pequenos gestos irresponsáveis e repetidos causam uma verdadeira calamidade na intimidade.
*Ela diz que não consegue se acostumar com pessoas que o tempo todo deixam claro o quanto tem um belo umbigo; é verdade que ele está bem no centro, mas é ele que divide a metade superior da inferior... deveria ser cuidadoso para que as duas metades tenham a justa medida, (então, o umbigo seria um bom juiz se não fosse vaidoso, afinal é só um umbigo).
*Morte tu que és tão forte, que mata o rato, a árvore e o homem... já não mais aflige, posto que tudo não passa de uma realidade paralela, "é tudo a mesma coisa.” Nenhum ato é tão singular que não possa ser repetido inúmeras vezes até ter suas partículas saboreadas em toda sua essência.
*Numa perspectiva hinduísta, quando a vida acaba, a soma das más e boas ações são apuradas, e a alma toma um caminho mum pouquinho diferente, caindo ou subindo ela retorna outras vezes para novas lições de vida.
*Lá no fundo nossa alma conhece toda a verdade... Na dança da vida ninguém é estranho de ninguém. A dança é eterna e nossa única opção seria aproveitar o tempo que passamos com os diversos parceiros que nos fascinam, e o desprendimento quando eles ou nós precisamos partir...
(...) Entendo de formigas, eram elas minhas companheiras de agonia na infância, conheço alguns dos seus segredos.... Foram as formigas que deram a exata dimensão da minha dor, um dia observando-as eu disse: Estou sofrendo, a dor tomou consciência da dor. Desejei ser uma delas para sentir que pertencia.
*Sabe por que as formigas carregam as companheiras mortas?
*Há que se ter humildade até para ser simples! Quem disse que é fácil ser simples? Onde a arrogância predomina, morre tudo que é genuíno, se instala a mediocridade e cessa a aprendizagem.
(...) e o desejo de aprender tem que ser constante. Reconhecer quem sabe mais é fundamental... eu já vi pérolas preciosas caladas e tolos sendo aplaudidos!
*Silenciosa, tímida e por vezes reclusa, não se dá a conhecer facilmente,
como certas flores do deserto... é que ela tem lá suas manias, doces manias. Seu jogo preferido é a perfeição, não por vaidade, diz que quer transcender, vá entender certas flores!
(...) Ela não se adapta mais às convenções sociais. Pensa que os shoppings, são como grandes floriculturas com flores variadas, bem arrumadas e catalogadas, um habitat controlado, tudo plastificado. Se ela for domesticada diz que será uma flor morta.
*TODA ARTE É UMA CONFISSÃO, diga-me qual o seu poema preferido e te direi quem és! Se nenhuma manifestação artística te fizer pulsar, então não há nada a fazer...
Ou seja, se nenhuma música te tocar, nenhuma obra de arte te sensibilizar, os deuses não saberão o que fazer contigo! Poesia é a linguagem do amor.
(…) os meios de comunicação (mídia perversa), tentam convencer que a vida que rola no carinho do lar, no campo, na fábrica, nos escritórios tem menos glamour do que as cenas absurdas de poder e de comportamentos doentios exibidos por personagens caricatos nas novelas, filmes e tapete vermelhos.
*Estranho é como o ser humano se deixa moldar por ideologias inconsistentes como se fossem verdades absolutas.
*E pessoas razoavelmente esclarecidas trocam seus objetos, seus afetos obedecendo as provocações da mídia.
E congestionam seus lares e o meio ambiente com poluidores desnecessários e não se reciclam... entupidos com tantos enlatados obstruem a sua livre movimentação pela vida.
*Não posso viajar porque tenho que... tenho que... são carnês, impostos, movimentações financeiras, tudo para satisfazerem os desejos de consumo impostos por grandes instituições financeiras, legitimado pela mídia... Este ser envelhece... não conheceu outros mundos.
*Agora precisa resolver a herança, a confusão está só começando (muitas vezes um infarto fulminante resolve à revelia).
*E a mídia que ele cultuou sequer dá conta de sua dor, de sua solidão, ele não passa de mais um lucro na multidão.
(Ψ Fátima Vieira- in: 'outros fragmentos dos cinquenta minutos que valeram à pena')
sábado, 29 de junho de 2013
Schopenhauer e o dilema do porco-espinho
- O dilema do porco-espinho diz respeito à noção de que quanto mais próximos estão dois indivíduos, maior a probabilidade deles se ferirem mutuamente; mantendo-se distantes, irão sentir a dor da solidão.
- Assim é na sociedade, onde o vazio e a monotonia fazem com que os homens se aproximem, mas seus defeitos, desagradáveis e repelentes, fazem com que se afastem.
* A Lenda: Durante uma era glacial muito remota, quando o globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram indefesos, por não se adaptarem as condições do clima inóspito.
- Um grupo de porcos-espinhos perambulando num dia frio e para não congelar chegavam mais perto uns dos outros, mas no momento em que ficavam suficientemente próximos para se aquecer, começavam a se espetar com seus espinhos.
- Para fazer cessar a dor, dispersavam-se, perdiam o benefício do convívio próximo e recomeçavam a tremer. Isso os levava a buscar novamente a companhia uns dos outros, e o ciclo se repetia, em sua luta para encontrar uma distância confortável entre o se aquecer e o conviver.
- Daí a imagem do porco-espinho, com seus afiados espinhos nas costas, que irão machucar outro porco-espinho que se aproximar.
- É possível afirmar que a maioria de nós prefere correr o risco de se decepcionar e de sofrer à ficar sozinho. Caso contrário a própria perpetuação da espécie humana estaria comprometida, por nossa natural dependência do grupo para proteção, reprodução e desenvolvimento emocional.
- Schopenhauer assim refere: alguns porco-espinhos precisavam se agrupar para que pudessem ficar aquecidos. Mas como iriam eles encontrar a distância exata em que ficariam aquecidos sem se machucar?
- Para Schopenhauer, os porco-espinhos tiveram que sacrificar o calor pelo conforto.
- Schopenhauer chegou a conclusão de que se alguém possui suficiente calor interno pode evitar a sociedade e a irritação proveniente da interação social.
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Hedgehog%27s_Dilemma (Arthur Schopenhauer, em 1851 expôs a parábola do porco-espinho.
(Fatima Vieira - Psicóloga Clínica)
- Assim é na sociedade, onde o vazio e a monotonia fazem com que os homens se aproximem, mas seus defeitos, desagradáveis e repelentes, fazem com que se afastem.
* A Lenda: Durante uma era glacial muito remota, quando o globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram indefesos, por não se adaptarem as condições do clima inóspito.
- Um grupo de porcos-espinhos perambulando num dia frio e para não congelar chegavam mais perto uns dos outros, mas no momento em que ficavam suficientemente próximos para se aquecer, começavam a se espetar com seus espinhos.
- Para fazer cessar a dor, dispersavam-se, perdiam o benefício do convívio próximo e recomeçavam a tremer. Isso os levava a buscar novamente a companhia uns dos outros, e o ciclo se repetia, em sua luta para encontrar uma distância confortável entre o se aquecer e o conviver.
- Daí a imagem do porco-espinho, com seus afiados espinhos nas costas, que irão machucar outro porco-espinho que se aproximar.
- É possível afirmar que a maioria de nós prefere correr o risco de se decepcionar e de sofrer à ficar sozinho. Caso contrário a própria perpetuação da espécie humana estaria comprometida, por nossa natural dependência do grupo para proteção, reprodução e desenvolvimento emocional.
- Schopenhauer assim refere: alguns porco-espinhos precisavam se agrupar para que pudessem ficar aquecidos. Mas como iriam eles encontrar a distância exata em que ficariam aquecidos sem se machucar?
- Para Schopenhauer, os porco-espinhos tiveram que sacrificar o calor pelo conforto.
- Schopenhauer chegou a conclusão de que se alguém possui suficiente calor interno pode evitar a sociedade e a irritação proveniente da interação social.
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Hedgehog%27s_Dilemma (Arthur Schopenhauer, em 1851 expôs a parábola do porco-espinho.
(Fatima Vieira - Psicóloga Clínica)
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Ψ A Hora de Cinquenta Minutos... outros fragmentos
Ψ O MODO MAIS EFICAZ DE NÃO SE DESESPERAR MEDIANTE UMA AVALANCHE DE SOFRIMENTO É SE LANÇAR POR INTEIRO DENTRO DELE.
*QUEM CUIDA DOS OUTROS DEVE FAZER UM PACTO SECRETO COM DEUS: NÃO SENTIREI MEDO ENQUANTO ESTIVER ME DEDICANDO À DOR DO OUTRO...
*PORQUE O SOFRIMENTO HUMANO NÃO DÁ TRÉGUAS, É SÓ UMA QUESTÃO DE GRAU, A CADA UM O SEU E EM TEMPO HÁBIL, ELE VIRÁ É INEVITÁVEL; SE TUDO JÁ ESTIVER PERDIDO, PORQUE NÃO TENTAR ALGO ?
*COMO PSICOTERAPEUTA, ESTAMOS SEMPRE EM TERRA ESTRANHA, CADA UNIVERSO UM MUNDO DESCONHECIDO...
*JÁ PASSEI BASTANTE TEMPO COM PESSOAS TRISTES, DESAMPARADAS, PERTURBADAS E SEI MUITO BEM ONDE ACABA A LOUCURA.
*Não gosto de manicômios, nenhuma forma de segregação tem poder de cura, para mim manicômio maior é o mundo!
*SEM O DESCONHECIDO NÃO HÁ HISTÓRIA NOVA; CADA LOUCO ACABA POR ACHAR SUA HISTÓRIA MAIS ESPETACULAR, CADA PESSOA COM DOR ACHA QUE A SUA DOR É MAIOR...
*O PSICOTERAPEUTA NÃO TEM O DIREITO DE DESTRUIR ESSA FORTALEZA SEM CORRER O RISCO DE ARRUINAR TODA A BASE DO PACIENTE, COM INTUITO DE AJUDAR... SUA ZONA DE CONFORTO É UM TERRITÓRIO DELIMITADO, SEM SURPRESAS, UMA ROTINA BEM CONSTRUÍDA E ENGESSADA.
*Por vezes tudo o que o paciente deseja é ser respeitado na sua loucura até que esteja pronto. Como Psicoterapeuta sou apenas um facilitador do seu desejo de mudança.
*NINGUÉM CURA NINGUÉM QUANDO ESSE NÃO QUER. O SEGREDO É CONSTRUIR COM O PACIENTE UM MAPA DE RETORNO E ACREDITAR QUE É POSSÍVEL SE ELE QUISER ...
*A LOUCURA dizem os meus pacientes É UM POÇO PROFUNDO SEM VOLTA! Eles relatam o pavor que sentem para buscar uma fruta, levar o lixo, ir ao banco ...
"Minha alma está em dúvida, não faço conexões, nem contatos. Sinto-me sufocado por camadas de tristeza, mágoa, aflição, culpa e medo. Não conheço nenhum lugar para onde eu quero ir e estar de verdade."
*COMO PACIENTE ELE TEM UMA IDÉIA FIXA, E NÃO É MELHORAR É FUGIR... MELHORAR É TRABALHO DURO E O ÉLAN VITAL QUE SE PERDEU, CANSAÇO... é difícil deixarmos nossa zona de conforto, a mudança só acontece quando o desconforto se torna intolerável.
*QUANDO O PSICOTERAPEUTA NA SUA FANTASIA E ONIPOTÊNCIA ACHA QUE TEM UM INCONSCIENTE NAS MÃOS E PIOR, QUE PODE CURAR... o paciente foge.
*(...) por vezes diante de um paciente terminal ou um suicida em potencial, eu que não acho a vida deslumbrante, e como Psicoterapeuta não consolo ninguém, só digo: sinto muito, não sei o que fazer ... e juntos temos o 'Insight'!
*POIS PARA A VIDA NÃO HÁ CURA!
*Dormir, dormir, morrer... Não é assim que se faz? Com o sono a decepção não cessa pois corre-se o risco de acordar, mas com a morte a decepção acaba sim.
*Só na morte o conflito termina, enfim... algo maravilhoso se abre, o completo desconhecido. Não existe a eterna condenação, nem a recompensa sem fim.
*Numa perspectiva hinduísta, quando a vida acaba a soma das más e boas ações são apuradas, e a alma toma um caminho um pouquinho diferente, caindo ou subindo ela retorna outras vezes para novas lições de vida.
*Nenhum ato é tão singular que não possa ser repetido inúmeras vezes até ter suas partículas saboreadas em toda sua essência.
*A alma não é linear, não anda em linha reta, não segue o pressuposto cartesiano e mecanicista.
*MINHA ALMA É UM PÁSSARO LIVRE! Lá no fundo minha alma conhece toda a verdade...
Na dança da vida sabe que às vezes quando há sintonia voa acompanhada e às vezes sózinha; Ninguém é estranho de ninguém.
*A dança é eterna e nossa única opção seria aproveitar o tempo que passamos com os diversos parceiros que nos fascinam, e o desprendimento quando eles ou nós precisamos partir...
(Ψ Fatima Vieira - Psicóloga Clínica)
*QUEM CUIDA DOS OUTROS DEVE FAZER UM PACTO SECRETO COM DEUS: NÃO SENTIREI MEDO ENQUANTO ESTIVER ME DEDICANDO À DOR DO OUTRO...
*PORQUE O SOFRIMENTO HUMANO NÃO DÁ TRÉGUAS, É SÓ UMA QUESTÃO DE GRAU, A CADA UM O SEU E EM TEMPO HÁBIL, ELE VIRÁ É INEVITÁVEL; SE TUDO JÁ ESTIVER PERDIDO, PORQUE NÃO TENTAR ALGO ?
*COMO PSICOTERAPEUTA, ESTAMOS SEMPRE EM TERRA ESTRANHA, CADA UNIVERSO UM MUNDO DESCONHECIDO...
*JÁ PASSEI BASTANTE TEMPO COM PESSOAS TRISTES, DESAMPARADAS, PERTURBADAS E SEI MUITO BEM ONDE ACABA A LOUCURA.
*Não gosto de manicômios, nenhuma forma de segregação tem poder de cura, para mim manicômio maior é o mundo!
*SEM O DESCONHECIDO NÃO HÁ HISTÓRIA NOVA; CADA LOUCO ACABA POR ACHAR SUA HISTÓRIA MAIS ESPETACULAR, CADA PESSOA COM DOR ACHA QUE A SUA DOR É MAIOR...
*O PSICOTERAPEUTA NÃO TEM O DIREITO DE DESTRUIR ESSA FORTALEZA SEM CORRER O RISCO DE ARRUINAR TODA A BASE DO PACIENTE, COM INTUITO DE AJUDAR... SUA ZONA DE CONFORTO É UM TERRITÓRIO DELIMITADO, SEM SURPRESAS, UMA ROTINA BEM CONSTRUÍDA E ENGESSADA.
*Por vezes tudo o que o paciente deseja é ser respeitado na sua loucura até que esteja pronto. Como Psicoterapeuta sou apenas um facilitador do seu desejo de mudança.
*NINGUÉM CURA NINGUÉM QUANDO ESSE NÃO QUER. O SEGREDO É CONSTRUIR COM O PACIENTE UM MAPA DE RETORNO E ACREDITAR QUE É POSSÍVEL SE ELE QUISER ...
*A LOUCURA dizem os meus pacientes É UM POÇO PROFUNDO SEM VOLTA! Eles relatam o pavor que sentem para buscar uma fruta, levar o lixo, ir ao banco ...
"Minha alma está em dúvida, não faço conexões, nem contatos. Sinto-me sufocado por camadas de tristeza, mágoa, aflição, culpa e medo. Não conheço nenhum lugar para onde eu quero ir e estar de verdade."
*COMO PACIENTE ELE TEM UMA IDÉIA FIXA, E NÃO É MELHORAR É FUGIR... MELHORAR É TRABALHO DURO E O ÉLAN VITAL QUE SE PERDEU, CANSAÇO... é difícil deixarmos nossa zona de conforto, a mudança só acontece quando o desconforto se torna intolerável.
*QUANDO O PSICOTERAPEUTA NA SUA FANTASIA E ONIPOTÊNCIA ACHA QUE TEM UM INCONSCIENTE NAS MÃOS E PIOR, QUE PODE CURAR... o paciente foge.
*(...) por vezes diante de um paciente terminal ou um suicida em potencial, eu que não acho a vida deslumbrante, e como Psicoterapeuta não consolo ninguém, só digo: sinto muito, não sei o que fazer ... e juntos temos o 'Insight'!
*POIS PARA A VIDA NÃO HÁ CURA!
*Dormir, dormir, morrer... Não é assim que se faz? Com o sono a decepção não cessa pois corre-se o risco de acordar, mas com a morte a decepção acaba sim.
*Só na morte o conflito termina, enfim... algo maravilhoso se abre, o completo desconhecido. Não existe a eterna condenação, nem a recompensa sem fim.
*Numa perspectiva hinduísta, quando a vida acaba a soma das más e boas ações são apuradas, e a alma toma um caminho um pouquinho diferente, caindo ou subindo ela retorna outras vezes para novas lições de vida.
*Nenhum ato é tão singular que não possa ser repetido inúmeras vezes até ter suas partículas saboreadas em toda sua essência.
*A alma não é linear, não anda em linha reta, não segue o pressuposto cartesiano e mecanicista.
*MINHA ALMA É UM PÁSSARO LIVRE! Lá no fundo minha alma conhece toda a verdade...
Na dança da vida sabe que às vezes quando há sintonia voa acompanhada e às vezes sózinha; Ninguém é estranho de ninguém.
*A dança é eterna e nossa única opção seria aproveitar o tempo que passamos com os diversos parceiros que nos fascinam, e o desprendimento quando eles ou nós precisamos partir...
(Ψ Fatima Vieira - Psicóloga Clínica)
sábado, 22 de junho de 2013
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Ψ sobre a peste emocional - Wilhelm Reich
"... tem gente que machuca a gente, tem gente que não sabe amar,
tem gente que está do mesmo lado que você, mas deveria estar do lado de lá.
... mas é claro que o sol vai voltar amanhã mais uma vez, eu sei
escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã!" (composiçao: Renato Russo)
- Ψ *Escuta Zé Ninguém! - 1945: Reich fala sobre como o ser humano submete-se ao poder dominador e o sofrimento profundo que vem desta funesta submissão.
- Fala também de amor e o seu poder transformador, onde o indivíduo conseguiria sair desta condição e seria mais saudável e feliz.
- Reich dizia que o Zé Ninguém estava doente, por ter medo de encarar a sua verdade, mas só ele poderia se libertar.
- A doença é o corpo que se retrai por medo da falta. Nos meios sociais é valorizado o que o individuo tem, para Reich essa avidez, essa busca desenfreada por satisfações ainda que efêmeras, se desvia da verdade, só ela pode nos ensinar a amar. Exigimos felicidade, mas a segurança é mais importante.
- O amar exige cuidados. O Zé Ninguém obedece dogmas, não pensa por si e não suporta quem é livre.
- Reich fala sobre o encouraçamento e a incapacidade de amar: "O organismo encouraçado, se distingue do organismo não encouraçado essencialmente por uma barreira rígida que se interpõe entre seu núcleo biológico, fonte de todos os impulsos naturais, e o mundo no qual ele vive e age. Como resultado, todos os impulsos naturais e mais especificamente o impulso do amor, ficam bloqueados." (Reich, 1974)
- O recado de Reich: O ser humano está em demolição, mas ele dá uma boa notícia, que ele tem as ferramentas necessárias para a reconstrução. É possível encontrar na fé e no amor o poder de cura.
- Segundo Reich, se o organismo pudesse se expressar livremente, suas couraças se dissolveriam e seria capaz de amar.
- Reich acreditava na capacidade de autorregulação do organismo, ou seja, há uma força intrínseca em cada indivíduo que o impulsiona para o bem estar sempre que ele optar por uma vida natural e saudável e que as energias vitais organizam-se naturalmente quando livres das obrigações morais desnecessárias. É fácil constatar quando se ama.
- Reich enfatiza um princípio básico; o indivíduo tem que acreditar no seu potencial, no seu poder realizador. É o que as religiões pregam como fé, só que para ele, não existiria nenhuma lei, nenhum clero detentor deste poder, (vemos que o pedágio da fé pode ser muito caro).
- A *peste emocional é uma biopatia crônica do organismo, que compromete o físico e o emocional. esse indivíduo relacionando-se com o meio social compromete toda a sociedade ao mesmo tempo é contaminado por ela.
- A fofoca, a inveja, a difamação são os principais mecanismos usados em nossa sociedade pela 'peste emocional'.
- São aquelas pessoas que cuidam da vida dos outros, mas não conseguem administrar a própria. E tampouco suportam o sucesso alheio.
- São egocêntricas, manipuladoras, interesseiras, rancorosas, amarguradas, invejosas ou fracassadas, que exibem falta de consideração pelo outro com abusos verbais ou físicos.
- Pessoas muito perigosas de se conviver. São verdadeiros vampiros, sem luz própria, que consomem nossa energia vital, que exploram e manipulam pessoas de acordo com os seus interesses e vivem às custas da energia dos outros para se sustentarem.
- Não suportam ser contrariados e confrontados. Quando o são, se vingam, perseguem a pessoa até 'livrarem-se' dela. Seu Ego é Superlativo para compensar a sua extrema falta de amor-próprio.
- Usam as pessoas conforme seus interesses e, quando estas discordam de suas idéias, são descartadas e eliminadas, sem a menor consideração.
- A "toxicidade" reside exatamente no fato de não nos darmos conta de que estamos sendo manipulados até o dia em que despertamos e tomamos consciência de que estamos muito mal, morrendo por dentro, e que algo urgente necessita ser feito. Um corte se faz necessário
(e tem que ser radical!), para resgatar a nossa sanidade, saúde, alegria de viver.
- E acima de tudo, se possível, saber relevar, já dizia o Mestre: "eles às vezes não sabem mesmo o que fazem!"
Termos usados:*COURAÇA DO CARÁTER - A soma total das atitudes caracteriais típicas que o indivíduo desenvolve como um bloqueio contra seus impulsos ("excitations") emocionais, resultando em rigidez corporal, perda de contato emocional, "amortecimento" ("deadness"). Funcionalmente idêntica à couraça muscular.
*COURAÇA MUSCULAR - A soma total das atitudes musculares (espasmos musculares crônicos) que o indivíduo desenvolve como um bloco contra a irrupção de emoções e sensações de órgão, particularmente angústia, raiva e excitação sexual.
*PESTE EMOCIONAL - O caráter neurótico atuando destrutivamente na cena social.
*CARÁTER NEURÓTICO - O tipo de caráter que, devido a uma estase bioenergética crônica, funciona em concordância com o princípio da regulação moral compulsiva. A [potência orgástica] sempre está ausente em indivíduos neuróticos. Ela pressupõe a presença ou o estabelecimento do caráter genital, ou seja, a ausência das patológicas couraça do caráter e couraça muscular. Geralmente, a potência orgástica não é [devidamente] diferenciada das potências eretiva e ejaculatória, as quais são apenas pré-requisitos para a potência orgástica.
Fonte: WEIL, Pierre, YVES, Jean Leloup
REICH, Wilhelm. Escuta, Zé ninguém. São Paulo: Martins Fontes, 1982.
(Fatima Vieira - Psicóloga Clínica)
tem gente que está do mesmo lado que você, mas deveria estar do lado de lá.
... mas é claro que o sol vai voltar amanhã mais uma vez, eu sei
escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã!" (composiçao: Renato Russo)
- Ψ *Escuta Zé Ninguém! - 1945: Reich fala sobre como o ser humano submete-se ao poder dominador e o sofrimento profundo que vem desta funesta submissão.
- Fala também de amor e o seu poder transformador, onde o indivíduo conseguiria sair desta condição e seria mais saudável e feliz.
- Reich dizia que o Zé Ninguém estava doente, por ter medo de encarar a sua verdade, mas só ele poderia se libertar.
- A doença é o corpo que se retrai por medo da falta. Nos meios sociais é valorizado o que o individuo tem, para Reich essa avidez, essa busca desenfreada por satisfações ainda que efêmeras, se desvia da verdade, só ela pode nos ensinar a amar. Exigimos felicidade, mas a segurança é mais importante.
- O amar exige cuidados. O Zé Ninguém obedece dogmas, não pensa por si e não suporta quem é livre.
- Reich fala sobre o encouraçamento e a incapacidade de amar: "O organismo encouraçado, se distingue do organismo não encouraçado essencialmente por uma barreira rígida que se interpõe entre seu núcleo biológico, fonte de todos os impulsos naturais, e o mundo no qual ele vive e age. Como resultado, todos os impulsos naturais e mais especificamente o impulso do amor, ficam bloqueados." (Reich, 1974)
- O recado de Reich: O ser humano está em demolição, mas ele dá uma boa notícia, que ele tem as ferramentas necessárias para a reconstrução. É possível encontrar na fé e no amor o poder de cura.
- Segundo Reich, se o organismo pudesse se expressar livremente, suas couraças se dissolveriam e seria capaz de amar.
- Reich acreditava na capacidade de autorregulação do organismo, ou seja, há uma força intrínseca em cada indivíduo que o impulsiona para o bem estar sempre que ele optar por uma vida natural e saudável e que as energias vitais organizam-se naturalmente quando livres das obrigações morais desnecessárias. É fácil constatar quando se ama.
- Reich enfatiza um princípio básico; o indivíduo tem que acreditar no seu potencial, no seu poder realizador. É o que as religiões pregam como fé, só que para ele, não existiria nenhuma lei, nenhum clero detentor deste poder, (vemos que o pedágio da fé pode ser muito caro).
- A *peste emocional é uma biopatia crônica do organismo, que compromete o físico e o emocional. esse indivíduo relacionando-se com o meio social compromete toda a sociedade ao mesmo tempo é contaminado por ela.
- A fofoca, a inveja, a difamação são os principais mecanismos usados em nossa sociedade pela 'peste emocional'.
- São aquelas pessoas que cuidam da vida dos outros, mas não conseguem administrar a própria. E tampouco suportam o sucesso alheio.
- São egocêntricas, manipuladoras, interesseiras, rancorosas, amarguradas, invejosas ou fracassadas, que exibem falta de consideração pelo outro com abusos verbais ou físicos.
- Pessoas muito perigosas de se conviver. São verdadeiros vampiros, sem luz própria, que consomem nossa energia vital, que exploram e manipulam pessoas de acordo com os seus interesses e vivem às custas da energia dos outros para se sustentarem.
- Não suportam ser contrariados e confrontados. Quando o são, se vingam, perseguem a pessoa até 'livrarem-se' dela. Seu Ego é Superlativo para compensar a sua extrema falta de amor-próprio.
- Usam as pessoas conforme seus interesses e, quando estas discordam de suas idéias, são descartadas e eliminadas, sem a menor consideração.
- A "toxicidade" reside exatamente no fato de não nos darmos conta de que estamos sendo manipulados até o dia em que despertamos e tomamos consciência de que estamos muito mal, morrendo por dentro, e que algo urgente necessita ser feito. Um corte se faz necessário
(e tem que ser radical!), para resgatar a nossa sanidade, saúde, alegria de viver.
- E acima de tudo, se possível, saber relevar, já dizia o Mestre: "eles às vezes não sabem mesmo o que fazem!"
Termos usados:*COURAÇA DO CARÁTER - A soma total das atitudes caracteriais típicas que o indivíduo desenvolve como um bloqueio contra seus impulsos ("excitations") emocionais, resultando em rigidez corporal, perda de contato emocional, "amortecimento" ("deadness"). Funcionalmente idêntica à couraça muscular.
*COURAÇA MUSCULAR - A soma total das atitudes musculares (espasmos musculares crônicos) que o indivíduo desenvolve como um bloco contra a irrupção de emoções e sensações de órgão, particularmente angústia, raiva e excitação sexual.
*PESTE EMOCIONAL - O caráter neurótico atuando destrutivamente na cena social.
*CARÁTER NEURÓTICO - O tipo de caráter que, devido a uma estase bioenergética crônica, funciona em concordância com o princípio da regulação moral compulsiva. A [potência orgástica] sempre está ausente em indivíduos neuróticos. Ela pressupõe a presença ou o estabelecimento do caráter genital, ou seja, a ausência das patológicas couraça do caráter e couraça muscular. Geralmente, a potência orgástica não é [devidamente] diferenciada das potências eretiva e ejaculatória, as quais são apenas pré-requisitos para a potência orgástica.
Fonte: WEIL, Pierre, YVES, Jean Leloup
REICH, Wilhelm. Escuta, Zé ninguém. São Paulo: Martins Fontes, 1982.
(Fatima Vieira - Psicóloga Clínica)
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