segunda-feira, 11 de outubro de 2021
12 de outubro Dia Da Criança
terça-feira, 5 de outubro de 2021
(...)
terça-feira, 21 de setembro de 2021
Primavera Chegando
sexta-feira, 27 de agosto de 2021
(...)
“Se a exigência de autoconhecimento for desejada pelo destino e for recusada, essa atitude negativa pode terminar em morte real. A demanda não teria chegado a essa pessoa se ela ainda tivesse sido capaz de seguir por algum caminho promissor.
(...) mas ele está preso em um beco sem saída do qual apenas o autoconhecimento pode livrá-lo. Se ele recusar, então nenhum outro caminho ficará aberto para ele. Normalmente, ele também não está consciente de sua situação, e quanto mais inconsciente ele está, mais ele está à mercê de perigos imprevistos: ele não consegue sair do caminho de um carro com rapidez suficiente, ao escalar uma montanha ele perde seu ponto de apoio em algum lugar, esquiando, ele pensa que pode passar por uma ladeira complicada e, doente, perde a vontade de viver. O inconsciente tem mil maneiras de extinguir uma existência sem sentido com uma rapidez surpreendente.” (Jung)
quinta-feira, 26 de agosto de 2021
segunda-feira, 23 de agosto de 2021
(...)
segunda-feira, 9 de agosto de 2021
Hitler e o Rebanho
domingo, 8 de agosto de 2021
The Father
Como Anne lida com o luto pela perda de seu pai, enquanto ele ainda vive e respira diante dela?
Anthony tem 80 anos, é travesso, vive desafiadoramente sozinho e rejeita os cuidadores que sua filha, Anne, apresenta de forma encorajadora. No entanto, a ajuda também está se tornando uma necessidade para Anne; ela não pode mais fazer visitas diárias e o controle de Anthony sobre a realidade está se desfazendo. À medida que experimentamos a vazante e o fluxo de sua memória, a quanto de sua própria identidade e passado Anthony pode se apegar?
*O que você está fazendo aqui?
*Você não pode continuar se comportando assim.
*Eu não preciso dela, não preciso de ninguém.
*Perdoe-me por respirar.
*Por que você continua olhando como se algo estivesse errado. Está tudo bem, Anne.
*Eu vou ter que me mudar, pai. Vou ter que sair de Londres.
*O que vai ser de mim?
*Paris? Eles nem falam inglês lá.
*Quem é Você? O que você está fazendo aqui? O que você está fazendo no meu apartamento?
*Seu pai não está se sentindo muito bem, acho que gostaria de ver você.
*Às vezes me pergunto se você está fazendo isso deliberadamente.
*Tivemos que cancelar nosso feriado e trazê-lo aqui. Por que você diz coisas assim na frente dele?
*Deixe-me ser absolutamente claro, não vou sair do meu apartamento.
*Você não pode imaginar como é difícil às vezes.
*Outro dia ele nem me reconheceu.
*Ele é capaz de reagir inesperadamente.
*Minha filha tem tendência a se repetir. Acho que deve ser uma coisa da idade.
*Eu vou sobreviver a você.
*Ela se recusa a ouvir. Não preciso da ajuda de ninguém e não vou sair do meu apartamento.
*Quem sou exatamente?
*Catherine: Você? Você é Anthony.
*Anthony: Eu sinto que estou ... Eu sinto que estou perdendo todas as minhas folhas, os galhos, o vento e a chuva. Eu nem sei mais o que está acontecendo. Você sabe o que está acontecendo?
*Catherine: Vamos nos vestir e depois vamos dar um passeio no parque, ok? *Anthony: Sim.
http://fatimavieira.psc.br/terça-feira, 27 de julho de 2021
(...)
Intuição (l. intueri, 'olhar para dentro', 'alerta psíquico' inconsciente). Intuição é uma compreensão imediata ou saber algo sem raciocinar. É como um sussurro do anjo no ouvido, já dizia o poeta. Exemplo: o amor à primeira vista.
"Eu considero a intuição uma função psicológica básica.
É a função que medeia as percepções de forma inconsciente. Tudo, sejam objetos externos ou internos ou seus relacionamentos, podem ser o foco dessa percepção.
A peculiaridade da intuição é que não é nem percepção sensorial, nem sentimento, nem inferência intelectual, embora também possa aparecer nessas formas.
Na intuição, um conteúdo se apresenta inteiro e completo, sem que possamos explicar ou descobrir como esse conteúdo veio à existência. A intuição é uma espécie de apreensão instintiva, não importa o conteúdo.
Como a sensação, é uma função irracional da percepção.
Tal como acontece com a sensação, seu conteúdo tem o caráter de ser 'dado' em contraste com o caráter 'derivado' ou 'produzido' de conteúdos de pensamento e sentimento.
O conhecimento intuitivo possui uma certeza e uma convicção intrínsecas, que permitiram a Spinoza (e Bergson) defender a scientia intuitiva como a forma mais elevada de conhecimento.
A intuição compartilha esta qualidade com a sensação, cuja certeza repousa em sua base física.
A certeza da intuição repousa sobre um estado definido de “alerta” psíquico de cuja origem o sujeito é inconsciente." (CG Jung)
Ψ Fatima Vieira - Psicóloga Clínica http://fatimavieira.psc.br/
segunda-feira, 26 de julho de 2021
quarta-feira, 30 de junho de 2021
Ψ Sincronicidade: Mensagens significativas do Universo
"(...) os eventos sincronísticos quase sempre acompanham as fases cruciais do processo de individuação. Mas muitas vezes eles passam despercebidos, porque o indivíduo não aprendeu a observar tais coincidências e a torná-las significativas em relação ao simbolismo de seus sonhos." (CG Jung, O Homem e Seus Símbolos)
*Individuação: É um processo através do qual o ser humano evolui de um estado infantil de identificação para um estado de maior diferenciação, o que implica uma ampliação da consciência.
*Uma pessoa torna-se inteira, indivisível e distinta de outras pessoas ou do coletivo.
*Através desse processo, o indivíduo identifica-se menos com as condutas e valores incentivados pelo ambiente no qual se encontra e mais com as orientações emanadas do Si-mesmo, a totalidade.
*Jung entende que atingir essa totalidade deveria ser a meta do desenvolvimento da psique, e que eventuais resistências em permitir o desenrolar natural do processo de individuação é uma das causas do sofrimento e da doença psíquica.
*Um dos passos necessários para a individuação seria a assimilação das quatro funções (sensação, pensamento, intuição e sentimento), conceitos definidos por Jung em sua teoria dos tipos psicológicos.
*Em seus estudos sobre a alquimia, Jung identificou a meta da individuação como sendo equivalente à "Opus Magna", ou "Grande Obra" dos alquimistas.
*Sincronicidade: O termo sincronicidade deriva das raízes gregas syn (com, que implica a ideia de reunião) e khronos (agora, reunião no tempo, simultaneidade).
*O termo foi utilizado por Jung pela primeira vez em publicações científicas em 1929.
*Jung, em particular, define a sincronicidade desta maneira: eventos sincrônicos são baseados na simultaneidade de dois estados mentais diferentes. O fenômeno resultante é o resultado de dois fatores.
*Referida por Jung como "coincidência significativa".
*A sincronicidade difere da coincidência, pois não implica somente na aleatoriedade das circunstâncias, mas sim num padrão subjacente ou dinâmico que é expresso através de eventos ou relações significativos.
*Acredita-se que a sincronicidade é reveladora e necessita de uma compreensão, e essa compreensão poderia surgir espontaneamente, sem nenhum raciocínio lógico. A esse tipo de compreensão instantânea Jung dava o nome de "insight".
*Foi este princípio que uniu o médico psiquiatra Jung ao físico Wolfgang Pauli, dando início às pesquisas interdisciplinares em Física e Psicologia.
*De acordo com o pensamento taoísta, budista e confucionista, todo o Cosmos está perpetuamente em movimento, cada partícula se deslocando em relação a todas as outras, tudo sincronizado no tempo e no espaço.
*Para os antigos chineses, era simplesmente fato que existiam correspondências entre nossas vidas individuais e a grande extensão do universo em qualquer momento.
*Basta prestar atenção ao significado oculto nos fios dos eventos sincrônicos que nos abre para presentes inesperados que podemos notar, podemos confiar, podemos escolher usar.
Ψ Fatima Vieira - Psicóloga Clínica
segunda-feira, 28 de junho de 2021
UFSC - LGBTQIAPN+ 'Mais do que letras, pessoas'
28 de junho dia do Orgulho LGBTQIAPN+, a campanha 'Mais do que letras, pessoas' promovida pela UFSC, por meio da Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento de Violência de Gênero (CDGEN) da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades - SAAD /UFSC, aproxima o público do glossário da diversidade ao mesmo tempo em que divulga o site diversifica.ufsc.br, onde serão reunidas informações sobre iniciativas institucionais de promoção da diversidade no ambiente universitário, bem como materiais educativos sobre o tema.
Ψ Fatima Vieira - Psicóloga Clínica
http://fatimavieira.psc.br/
segunda-feira, 14 de junho de 2021
Ψ SINTOMA: A palavra que Faz-Sina através da fala enigmática do inconsciente
Com a palavra respeitam-se, veneram-se, divinizam-se os homens, cidades e coisas.
Com a palavra predizem-se os fatos vindouros.
Com a palavra tem-se o mundo nas mãos!
*Na prática psicoterapêutica o sintoma é visto como receptáculo, depositário simbólico dos efeitos da palavra.. Será que este corpo que esvanece, contorce, goza, que sofre os efeitos 'gozomórficos' da palavra, não seria ele próprio efeito de uma ética oral? Discursiva?
*Psicoterapeuta e Paciente: Um discurso que se articula. A palavra como transferência... consistência do discurso psicoterapêutico. Lacan refere: "0 sintoma não pode ser interpretado diretamente. Faz-se necessária a transferência, ou seja, a introdução do outro".
*Assim o sintoma pode "falar", desmetaforizar-se, possibilitando o desdobramento da cadeia significante onde o sujeito se apresenta... nesses hiatos que a sua verdade aparece.
*Amarrado ao inconsciente, o sintoma pede interpretação.
*Desde Freud, o sintoma é considerado como o rechaço do desejo. Contudo, esse rechaço fracassa, é por isso que o desejo não cessa de retornar, aparecendo na consciência de forma mascarada, desfigurada.
(...) O sujeito que vem para a Psicoterapia se coloca na posição do suposto saber: aquele que ignora. E nesta paixão de ignorar, o sujeito supõe um saber no outro. Saber transferido de modo suposto analista, ANALISTA = SUJEITO SUPOSTO SABER.
*Pode-se dizer: ao paciente se lhe impõe falar até que o silêncio se lhe imponha. Ao analista calar-escutar, até que a palavra se lhe imponha e então ele interpreta.
*Na perspectiva de Charcot a histeria era um olhar que fechava o conjunto do saber sobre si mesmo. Não eram necessárias interrogações, já que não havia nada além dessa tela que revelasse tudo o que era visível. Quadro sereno, sem mistérios. Nada mais restava concluir a não ser que o olhar do hipnotizador só se encontra a si mesmo e que a histeria era uma hipnose natural e os sintomas histéricos, sugestões naturais.
*Freud ficou fascinado pelo método de Charcot, e as histéricas da Salpêtrière e seus enigmas instalados no corpo, os sintomas.
*Porém, abandona a sugestão hipnótica e começa a ouvir o discurso da histérica.
*A descoberta freudiana consiste em demonstrar que o inconsciente fala e que por isso mesmo só há que escutá-lo. E Lacan vai construir o seu clássico aforismo: "0 inconsciente é estruturado como uma linguagem".
*Freud pôde escutar um desejo à ser interpretado... virada decisiva, foi aí que surgiu a 'Cura pela Fala', a 'clinica da escuta'. A palavra, em seu estrito aspecto significante, se impõe em posição predominante, torna-se instrumento essencial para o tratamento psíquico. Esta virada é decisiva. É a descoberta da psicanálise.
*O grito ligado à dor e a imitação ligada ao som ouvido são os primeiros passos da língua.
*O grito já é língua? Na concepção de Freud, só lhe falta um significante determinado, é o resultado de uma associação entre uma lembrança penosa e um objeto um objeto hostil.
*A distância entre o percebido e a correspondência com este percebido... a imagem vista no espelho pela criança - seis meses e a impossibilidade motora de lhe corresponder.
*A língua existiria para a criança mas, impedida pelo corpo, ela não pode ainda percorrê-la dos seus desejos e deveria contentar-se de gritos ou de sorrisos.
Fonte: BREUER, FREUD, S. Études sur l'histérie - 1973, Paris.
Freud - LacanIANOS2
Seminário: Gozo- Desejo-Prazer, Lacan
Escola Freudiana de São Paulo - cortez editores
ESTRUTURA E LIMITES DO DISCURSO ANALÍTICO E SUA TRANSMISSÃO (Alduizio Moreira de Souza)
Fatima Vieira - Psicóloga Clínica
http://fatimavieira.psc.br/
quinta-feira, 10 de junho de 2021
enquanto isso, na terra da avestruz
Júlio Plaza: página de poética política
André Vallias - enquanto isso na terra da avestruz
sexta-feira, 23 de abril de 2021
Ψ O Tempo na Psicoterapia
Salvador Dalí
*Quanto tempo dura uma sessão?
*Quanto tempo dura o tratamento?
*Cada sessão trás um 'flash' da terapia inteira. O final da análise deve estar inscrito em cada sessão.
*Para Freud, a questão relativa à duração do tratamento "é quase sempre irrespondivel" ... ainda que não se possa prever nem planejar o tempo, a análise é finita (na sua vertente do real) e infinita (na sua vertente simbólica).
*Assim afirma Freud: "os processos do sistema inconsciente são intemporais; isto é, não são ordenados temporalmente, não se alteram com a passagem do tempo, não têm absolutamente qualquer referência ao tempo, as referências ao tempo vinculam-se mais uma vez, ao trabalho do sistema consciente".
*Ainda que cada paciente tenha seu tempo, a partir da escuta atenta, o psicoterapeuta faz os cortes, a cada sessão... para que o tratamento tenha seu desfecho.
*Para Freud, há um tempo primeiro de constituição do sujeito, definido como "um mau encontro, um trauma, que traz a marca de um desprazer, a marca de algo que rompe o equilíbrio homeostático do sujeito...". Isso faz o paciente procurar o tratamento.
*Freud incentiva em suas obras aos psicoterapeutas a irem além da proposta psicoterapêutica que visa o simples bem-estar e a reparação dos danos.
*O sofrimento do paciente e todo o seu movimento defensivo terá que ser elaborado no encontro com o analista.
*Ao longo de uma psicoterapia, o paciente vai abrindo mão do seu ideal do eu, são perdas necessárias para seu processo de crescimento.
*Lacan no sofisma dos 'três prisioneiros', fala do tempo lógico dentro de um tempo curto, já que a pressa traz consigo a certeza antecipada do ato, que finaliza. Ele menciona: Instante do olhar; tempo de certeza antecipada pela pressa e momento de concluir. (Nesse sofisma, introduz a função da pressa que ele transporta para a sessão analítica).
*Lacan assim refere: "Não se deve levar uma análise longe demais". Deve ser curta e deve-se ter pressa. Não se deve deixar o paciente deslizar eternamente isso levaria a análise a um tempo infinito, pois sempre teria algo mais a dizer. No dizer de Quinet: "na decifração do inconsciente jamais se poderá saber tudo, devido ao recalque primário."
*O neurótico pode facilmente alterar o passo, e às vezes apenas com progresso muito lento.
Apesar de questões profundas do paciente tomarem um certo tempo, o que não se pode é prolongar o tratamento desnecessariamente.
*O que está em jogo é a ética do desejo.
Do lado do analista, não existem regras, mas uma ética regida pelo preceito da atenção flutuante e do desejo do analista.
*Freud diz: "Evidentemente, não podemos exigir que o analista seja um ser perfeito, ou que somente pessoas de alta e rara perfeição ingressem na profissão. Mas onde e como pode o pobre infeliz adquirir as qualificações ideais de qúe necessitará em sua profissão? A resposta é: na análise de si mesmo, com a qual começa sua preparação para a futura atividade."
*Ao final de uma análise e, portanto, ao fim da conexão de transferência estabelecida entre o paciente e o analista, considera-se a seguinte proposição: o tempo da sessão deve incluir em si e em cada sessão a finitude da análise.
*O conceito de fim do processo de análise proposto por Lacan, está vinculado ao tempo da sessão; é uma função da análise na medida em que pode ser encerrada.
*Há um final clínico, ainda que o paciente continue indo para a psicoterapia, para ir se desligando do psicoterapeuta.
*Esse ato final ressignifica para o paciente a sua entrada na Psicoterapia, que foi marcada por um ato (procura), não só seu mas também do psicoterapeuta que o aceitou para o tratamento, através de um con-trato/ (compromisso).
Fonte: Freud, S. (1969). Obras Completas . Edição Standard Brasileira, Rio de Janeiro: Imago.
Sobre o Início do Tratamento (Novas Recomendações Sobrea Técnica da Psicanálise I) - vol. XII (Originalmente publicado em 1913)
Análise Términável lnterminável-vol. XXIII (Originalmente publicado em 1937)
Lacan, J. (1983). O Seminário- Livro1: Os Escritos Técnicos de Freud. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 3ª edição.
Textos Reunidos Pela Associação Mundial de Psicanálise A.M.P. (1995). Como Terminam as Análises. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.
A Pressa de Concluir de Freud, em "Os Anos Vinte: O Nascimento da Questão"
Fatima Vieira - Psicóloga Clínica
http://fatimavieira.psc.br/

































