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quarta-feira, 5 de março de 2014

Mulher


               8 de março - Dia Internacional da Mulher                   

domingo, 11 de novembro de 2012

"Um pedacinho de terra, perdido no mar..."

                                Num pedacinho de terra, beleza sem par...
                                                Ponte Hercílio Luz - Florianópolis
                                                 imagem: Pedro Mendonça
                                Jamais a natureza reuniu tanta beleza
                                jamais algum poeta teve tanto pra cantar!
                               Ilha da moça faceira, da velha rendeira tradicional
 
           Ilha da velha figueira onde em tarde fagueira vou ler meu jornal
                               Tua lagoa formosa ternura de rosa poema ao luar,
cristal onde a lua vaidosa sestrosa,
dengosa vem se espelhar... 
                         (Rancho de Amor à Ilha - Claudio Alvim Barbosa)
                                                                                      Fatima Vieira

sábado, 21 de maio de 2011

não sei se foi a canção

Não sei se foi a canção
A canção de amor que entrou no ar
Não sei se foi o luar que entrou lá no céu
Se foi a onda do mar que quebrou meu coração
Se foi meu sorriso ou o toque precioso da mão
Só sei que foi só pedir a quem se entregava assim
Depois tomar o que te dava de mim
como entender as surpresas que o amor derrepente nos faz
Foi só sentir o teu rosto tão perto demais
E o teu beijo com gosto de quero mais
Foi só sentir teu corpo cair prá trás...
 Não sei se foi a canção...  
(João Bosco)
 
 

sábado, 1 de maio de 2010

... respira a calma flor de um sonho

Uma vive e a outra olha
de cima pra essa imensidão
Num jardim não sei aonde
respira calma flor de um sonho
nascido aqui
Nesse quarto todo branco
onde lutas louca assim avenca
parida no seio de onde
respira a calma flor de um sonho
que espera aí
A nossa chuva molhando o jardim
dentro do corpo
dentro do outono
são flores de abril
A nossa chuva molhando o jardim
dentro do corpo
dentro do outono
dentro de mim

Avenca

Zé Geraldo/ Composição: Aroldo Santarosa

sábado, 13 de março de 2010

"canto para a minha morte"

Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar
Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?
Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho
Que eu quero e não desejo,
mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida
Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas... Um acidente de carro.
O coração que se recusa abater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio...
Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem,
Nos meus filhos, na palavra rude
Que eu disse para alguém que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite...
Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo,
mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida
(Composição: Paulo Coelho/ Raul Seixas)

Tan tan tan batem na porta, não precisa ver quem é...




Dona desses traiçoeiros
Sonhos sempre verdadeiros
Oh! Dona desses animais
Dona dos seus ideais
Oh! Dona desses animais
Dona dos seus ideais
Pelas ruas onde andas
Onde mandas todos nós
Somos sempre mensageiros
Esperando tua voz
Teus desejos, uma ordem
Nada é nunca, nunca é não
Porque tens essa certeza
Dentro do teu coração

Tan, tan, tan, batem na porta
Não precisa ver quem é
Pra sentir a impaciência
Do teu pulso de mulher
Um olhar me atira à cama
Um beijo me faz amar
Não levanto, não me escondo
Porque sei que és minha
Dona!!!
Dona desses traiçoeiros
Sonhos sempre verdadeiros
Oh! Dona desses animais
Dona dos seus ideais
Não há pedra em teu caminho
Não há ondas no teu mar
Não há vento ou tempestade
Que te impeçam de voar
Entre a cobra e o passarinho
Entre a pomba e o gavião
Ou teu ódio ou teu carinho
Nos carregam pela mão
É a moça da Cantiga
A mulher da Criação
Umas vezes nossa amiga
Outras nossa perdição
O poder que nos levanta
A força, que nos faz cair
Qual de nós ainda não sabe
Que isso tudo te faz
Dona! Dona!Dona!
(Roupa Nova - Composição: Sá & Guarabyra)

domingo, 26 de julho de 2009

... é a vida real

imagem: Joel de Oliveira
 Não é o que se pode chamar de uma história original
Mas não importa: é a vida real!
Acordar de madrugada vindo de outro planeta
Sentir-se só;
Uma criança num berço de ouro
E a ferrugem ao seu redor
Os muros da cidade falavam alto demais
Coisas que ela não podia mudar nem suportar
Ela quis voltar para casa
Cansou da violência que ninguém mais via
Viu milhões de fotografias e achou todas iguais
Conta pra mim o que te fez chorar
Nunca mais quero te ver chorar!
Conta pra mim o que te fez chorar
Nunca mais quero te ver chorar!
Nunca mais!!!
Ofereci abrigo, um lugar para ficar
Ela me olhou como se soubesse desde o início
Que eu também não era dali
E quando sorriu ficou ainda mais bonita
Tinha a força de quem sabe que a hora certa vai chegar
Lágrimas no sorriso, mãe e filha, chuva e sol
Segredos que não podia guardar, e não conseguia contar
Conta pra mim o que te fez chorar
Nunca mais quero te ver chorar!
(...)
Ainda ando pelas mesmas ruas
A cidade cresce e tudo fica cada vez menor
Agora eu sei que a vida

não é um jogo de palavras cruzadas
Onde tudo se encaixa
O que será que ela quis dizer?
cinco letras, começando com a letra 'A'!
Conta pra mim o que te fez chorar
Nunca mais quero te ver chorar!

(...)
Ainda ando pelas mesmas ruas
Acidade cresce e tudo fica cada vez menor
Agora sei que a vida não é um jogo de palavras cruzadas
Onde tudo se encaixa
O que será que ela quis dizer
Cinco letras, começando com a letra'A'!

( Nunca Mais - Engenheiros do Hawwaii)

(Fatima Vieira)
                  

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Certos Amigos

Quando esse trem de alegria vara a vida da gente
Sempre que a estação mais perto é o nosso coração
Difícil se saber na hora o que a gente sente
Se certos amigos nos mostram que o mundo ainda é bom
Por saber,
Que tendo você do meu lado me sinto mais forte
Quero beijar o teu rosto e pegar tua mão
Se cada estrela no céu é um amigo na terra
A força do acaso do encontro é uma constelação
Lumiar,
De que planeta você é?
Eu faço o que você quiser em troca do teu amor
Posso te dar o que eu sou,
amigo é um cobertor
Bordado de estrelas - de estrelas.
Constelação, nave louca
A vida é pouca e o que vale é se querer
(Expresso Rural)

Pode ser um sonho louco...


Vou fugir desta metrópole à libertação
E seguir algum caminho que me leve ao sul
E nas manhãs do sul do mundo
Pelos campos estradas e rios
Semear meu canto em campos de cereais
Pode ser um sonho louco mas eu vou achar
Em algum lugar desta federação
Alguma substância estranha,
que substitua a dor no coração
E mate essa vontade de voltar... de voltar...
Vou fugir desta metrópole à libertação
E seguir algum caminho que me leve ao sul
E nas manhãs do sul do mundo
Pelos campos estradas e rios
Semear meu canto em campos de cereais
Pode ser um sonho louco mas eu vou achar
Em algum lugar desta federação
Alguma substância estranha,
que substitua a dor no coração
E mate essa vontade de voltar... de voltar...
(Expresso Rural)

escuta o que diz o vento ...

Quantos caminhos se tem que andar
Antes de tornar-se alguém
Quantos dos mares temos que atravessar
Pra poder na areia descansar
Quantas mais balas perdidas voarão
Antes de desaparecerem
Escute o que diz
O vento, my friend
o vento vai responder
Quantas vezes olharemos o céu
Antes de saber enxergar
Quantos ouvidos terá o poder
Para ouvir o povo chorar
Quantas mais mortes o crime fará
Antes de se satifazer
Escute o que diz
O vento, my friend
O vento vai responder
Quantos anos pode uma montanha existir
Antes do mar lhe cobrir
Quantos seres ainda irão torturar
Antes de libertar
Quantas cabeças viraram assim
Fingindo não poderem ver
Escute o que diz
O vento, my friend
O vento vai responder 
(Bob Dylan, versão Zé Ramalho)


quinta-feira, 21 de maio de 2009

Soleil d'Egypte (natacha atlas)

Répands dans mon sang un peu de votre chaleur
Vous cela vit en moi comme l'air que je respire
même quand je recule
Vous posez fin de mon coeur
quand même je pourrais sentir encore en moi
Comme une portion de l'éternité qui court dans mes veines
Qui me rappelle je naissais avant qui le Soleil d'Egypte.

SOL DO EGITO
Espalhe no meu sangue um pouco do teu calor
Você que vive em mim como o ar que respiro.
Mesmo quando me afasto
Você descansa próximo do meu coração
Mesmo assim eu ainda poderia te sentir em mim
como uma parcela da eternidade que corre nas minhas veias
Quem me lembra quem eu era antes de nascer o Sol do Egito.
(dança do ventre  - Coreógrafa: professora Lydia el Charis)

domingo, 22 de março de 2009

Queria Dizer-te!

imagem: Irene Sheri
  



Queria dizer-te  aquilo que
Não conseguia dizer nunca
Tenho mantido fechado em mim
Há muito tempo já
Mas tem uma amor que não sei
Mais esconder porque
Agora ele precisa também de ti
Queria dizer-te que
És sempre tu a minha alegria
Que quando falas junto a ele
Nasce um louco ciúmes...
Isto eu queria dizer a ti
De quando tu não estás
Eu me perco sempre um pouco
E depois compreendo que não sei
mais divertir-me sem ti
Ao contrário quando estás comigo
A cor cinza ao nosso redor
Se pinta da vida que dás
Como é difícil
Dizer tudo isto a ti
Que de amor nunca falas...
mas tem um amor que não sabes
mais esconder porque
agora ele precisa também de ti.
(LETTERA - Renato Russo/ Valsiglio/ Salvatori)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Tocando em frente

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Ou nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder seguir,
...É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando dias pela longa estrada...
(Almir Sater/ Renato Teixeira)

domingo, 23 de novembro de 2008

Cansado de ficar em casa observando a chuva?

As horas passam marcando os momentos
Que se vão, que formam um dia monótono
Você desperdiça e perde as horas
De uma maneira descontrolada
Perambulando num pedaço de terra
Na sua cidade natal
Esperando alguém ou algo
Que venha mostrar-lhe o caminho
Cansado de deitar-se na luz do sol
De ficar em casa observando a chuva
Você é jovem e a vida é longa
Há tempo de matar o hoje
E depois, um dia você descobrirá
Que dez anos ficaram para trás
Ninguém te disse quando correr
Você perdeu o tiro de partida
E você corre e corre para alcançar o sol
Mas ele está indo embora no horizonte
E girando ao redor da Terra para se levantar
Atrás de você outra vez
O sol permanece, relativamente, o mesmo
Mas você está mais velho
Com o fôlego mais curto
E a cada dia mais próximo da morte
Cada ano está ficando mais curto
Nunca você parece ter tempo.
Planos que tampouco deram em nada
Ou em meia página de linhas rabiscadas
Insistindo num desespero quieto
É a maneira inglesa
O tempo se foi, a canção terminou
Pensei que tivesse algo mais a dizer
Meu lar, meu lar denovo,
eu gosto de estar aqui quando posso
Quando eu chego em casa com frio e cansado,
É bom esquentar meus ossos do lado do fogo
Muito longe atravessando o campo
o badalar do sino de ferro
Chamam os fiéis para os seus pés
Para escutar as macias palavras
mágicas faladas.
(Time - Pink Floyd)

sábado, 22 de novembro de 2008

Então é Natal... Eis o Menino!

Então é Natal!
A festa cristã
Do velho e do novo,
Do amor como um todo!
E então é Natal
Pro enfermo e pro são
 Pro rico e pro pobre
Num só coração!
Então, bom Natal
Pro branco e pro negro,
Amarelo e vermelho,
Pra paz, afinal!
Então, bom Natal!
E um Ano Novo também!
Que seja feliz quem
Souber o que é o Bem...












                                      

sábado, 15 de novembro de 2008

... e o mundo será um só

Imagine que não há nenhum paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum inferno debaixo de nós
Acima de nós,

só o céu
Imagine todas as pessoas
vivendo para o hoje...
imagine que não há países
não é difícil fazê-lo
Nenhum motivo para matar ou morrer
E nenhuma religião,
também imagine todas as pessoas
vivendo a vida em paz...
Tu podes dizer que sou um sonhador
mas eu não sou o único
Espero que um dia te juntes a nós
E o mundo será um só
Imagine nenhuma posse
Que maravilha se você conseguir
Nenhuma necessidade de ganância ou fome
Em uma fraternidade de homens
Imagine todas as pessoas
Compartilhando todo o mundo...
Podes dizer que sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia
te juntes a nós












e o mundo será um só.
( Lennon - 1940 - 1980)